Rodolfo Marques

Rodolfo Silva Marques é professor de Graduação (UNAMA e FEAPA) e de Pós-Graduação Lato Sensu (UNAMA), doutor em Ciência Política (UFRGS), mestre em Ciência Política (UFPA), MBA em Marketing (FGV) e servidor público.

Brasil chega a 200 mil mortes causadas pela Covid-19, anuncia vacina e espera Plano de Imunização

Rodolfo Marques

Na primeira semana de janeiro de 2021, o Brasil se mobilizou pela questão da vacinação contra a Covid-19. Mais de 50 países já iniciaram os processos de distribuição e aplicação de vacinas, em esforços para agilizar a imunização dos grupos mais vulneráveis e do restante da população. O Brasil ficou para trás. O Reino Unido foi o primeiro a usar a vacina da Pfizer/BioNTech, em 8 de dezembro de 2020, sendo seguido pelos Estados Unidos, pelo Canadá e por várias nações da União Europeia.

Aliás, no dia 7 de janeiro, o Brasil ultrapassou a triste marca de 200 mil óbitos, permanecendo na incômoda posição de ser a segunda nação do mundo que mais apresenta mortes causadas pelo novo coronavírus. Também já está próximo da marca de 8 milhões de contaminações, desde que o primeiro caso foi registrado, no final de fevereiro de 2020.

No segundo semestre de 2020, o país chegou a registrar uma certa queda na média móvel das mortes pela Covid-19. Todavia, como estados e cidades flexibilizaram as restrições de circulação e alguns hospitais de campanha foram desmontados, os números de contaminações e mortes voltaram a ficar altos. As aglomerações e viagens do final do ano de 2020, mesmo desaconselhadas pelas autoridades da saúde, trazem o cenário para um alto nível de dramaticidade.

No mesmo dia 7, o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, fez um pronunciamento público para anunciar o cronograma das vacinas no Brasil. Pazuello focou mais no confronto com a imprensa, fez explicações vagas sobre os insumos, e as informações técnicas foram divulgadas, em seguida pelos auxiliares próximos do titular da pasta.

O general destacou que a vacinação deve ter início no país em 20 de janeiro – considerando-se o melhor cenário – ou, em um contexto mais adverso, até o fim de março de 2021. A perspectiva é que sejam utilizados os imunizantes produzidos pelo Instituto Butantan (CoronaVac) e pela Fiocruz. De acordo com o ministro, o Brasil terá, até o final de 2021, com 354 milhões de doses – 254 milhões da vacina de Oxford/AstraZeneca/Fiocruz e 100 milhões do Butantan.

O governo de São apresentou os testes da CoronaVac – com 78% de eficácia. De acordo com o Instituto Butantan, o imunizante atingiu 78% de eficácia contra casos leves, e 100% contra casos moderados e 100% contra os casos graves. Em paralelo a esses bons resultados, foram encaminhados, para a Anvisa, os pedidos de uso emergencial da CoronaVac e da vacina da Fiocruz. O Brasil ainda carece de um Plano Nacional de Imunização.

No Pará, o governador Helder Barbalho garantiu o estoque de seringas para a aplicação do imunizante e já está na corrida contra o tempo para a chegada dos imunizantes para os 144 municípios do Estado. O governador esteve nas sedes do Instituto Butantan e na Fiocruz, no dia 7 de janeiro. Diante da lentidão das ações do Ministério de Saúde, Helder e outros governadores vêm se movimentando para a execução de planos específicos de vacinação no âmbito dos estados.

Enquanto o país contabiliza óbitos e vive mais um momento de tensão e o processo de vacinação se tornou um objeto de disputa político-partidária, restam aos brasileiros a manutenção dos cuidados de distanciamento social e a esperança de que a vacinação, enfim, comece a ser implementada no país.

Rodolfo Marques
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