Rodolfo Marques

Rodolfo Silva Marques é professor de Graduação (UNAMA e FEAPA) e de Pós-Graduação Lato Sensu (UNAMA), doutor em Ciência Política (UFRGS), mestre em Ciência Política (UFPA), MBA em Marketing (FGV) e servidor público.

Bolsonaro em conflito com ministro, Brasil é invadido pelo covid-19 e Estados buscam alternativas

Rodolfo Marques

A gestão de Jair Bolsonaro (sem partido) vem cada vez mais gerando problemas ao Brasil, em especial neste contexto da pandemia do novo Coronavírus. Após alguns pronunciamentos públicos falando sobre a necessidade de união nacional e reconhecendo os grandes males causados pela expansão da Covid-19 no Brasil, Bolsonaro voltou à carga ao reforçar conflitos e manter a polarização ideológica do país, sobrepondo os seus interesses políticos e eleitorais – principalmente, em relação ao pleito de 2022 – em relação às demandas da população brasileira.

​Jair Bolsonaro voltou a criticar publicamente o ministro da Saúde (e médico) Luiz Henrique Mandetta. Este vem ressaltando a necessidade da manutenção do isolamento social, com as pessoas ficando em casa, como sendo o principal mecanismo de combate e prevenção à expansão da pandemia. O presidente, além de desautorizar o ministro em várias ocasiões, disse que, embora não pense em demitir Mandetta em um “cenário de guerra”, o titular da pasta da Saúde precisaria ter mais “humildade” e “agir menos por contra própria”. Esse clima belicoso entre presidente da República e ministro da Saúde só traz mais instabilidade para a sociedade, em geral, e não traz nenhum tipo de benefício prático.

​Os índices de contaminação e mortes, no Brasil, vêm crescendo em números assustadores e já há, com mortes registradas em todas as regiões do país. O estado de São Paulo, até mesmo pela sua magnitude populacional, apresenta os dados mais alarmantes e, em paralelo, lá há as ações mais radicais de estímulo ao confinamento e à busca pelas parcerias econômicas e na saúde pública. O Pará já ultrapassou a barreira de 50 contaminações e já apresentou a primeira morte, na região oeste do estado, mas vem demonstrando uma grande mobilização, capitaneada pelo governador Helder Barbalho (MDB), para buscar achatar a curva de contaminação e apresentar uma estrutura melhor no sistema de saúde.

Um dos pontos que precisa ser acompanhado, aliás, em todo o Brasil, é a ajuda emergencial a trabalhadores informais e a populações mais carentes, no valor de R$ 600,00. A ação foi uma iniciativa do Congresso Nacional e que acabou tendo o aval do Planalto. Os pagamentos deverão ser feitos através do registro do Cadastro Único, junto ao Ministério da Cidadania. Embora haja uma perspectiva de os pagamentos começarem a ser feitos na segunda quinzena de abril, o governo federal ainda não definiu o cronograma da execução do programa.

O Brasil vai mergulhando, cada vez mais, na crise sanitária e, também, na decadência econômica. Os índices gerais tendem a se deteriorar, em especial nos meses de abril e maio, em que o país tende a apresentar os piores números em relação à expansão da Covid-19. Para tentar enfrentar essa crise e iniciar a recuperação nos meses subsequentes, o Brasil precisa de sintonia entre os entes federativos e maior diálogo entre os gestores públicos, que devem priorizar as questões coletivas em relação possíveis interesses individuais. O país continua tendo pressa para vencer a Covid-19.

Rodolfo Marques
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