RODOLFO MARQUES

RODOLFO MARQUES

Rodolfo Silva Marques é professor de Graduação (UNAMA e FEAPA) e de Pós-Graduação Lato Sensu (UNAMA), doutor em Ciência Política (UFRGS), mestre em Ciência Política (UFPA), MBA em Marketing (FGV) e servidor público.

AtlasIntel/Bloomberg: Lula e Flávio empatam e 2026 consolida duelo de rejeições

Rodolfo Marques

A mais recente pesquisa AtlasIntel/Bloomberg mostra um cenário eleitoral brasileiro cada vez mais acirrado para as eleições presidenciais de 2026. No principal cenário de primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece na frente com cerca de 45% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cresce e alcança aproximadamente 37,9%, registrando uma melhora de quase três pontos em relação à rodada anterior. Esse movimento revela uma tendência de estreitamento entre os dois candidatos que hoje se colocam como favoritos na disputa presidencial.

Mesmo liderando, Lula tem visto sua vantagem reduzir, o que indica que a polarização continua forte e que o eleitorado está reagindo às dinâmicas da
campanha, às notícias e aos debates sobre questões centrais como economia, segurança pública e políticas sociais. Em outros cenários, a liderança de Lula persiste, mas com margens variáveis que demonstram uma volatilidade maior do que em levantamentos anteriores.

No segundo turno, a tendência de intensa competitividade se confirma: em uma simulação direta entre Lula e Flávio Bolsonaro, os dois aparecem praticamente empatados dentro da margem de erro: Flávio com cerca de 46,3% e Lula com 46,2%. Esse empate mostra que a batalha mais adiante pode ser extremamente disputada e que nenhum dos dois campos pode se dar ao luxo de subestimar o potencial de mobilização do adversário.

Esse quadro aponta para uma eleição em que as rejeições serão um fator decisivo. Altos índices de rejeição para ambos os principais candidatos tendem a
moldar a estratégia de campanha: busca por coalizões mais amplas, tentativa de atrair eleitores indecisos e esforços para reduzir votos brancos e nulos. Eleitores que hoje estão insatisfeitos podem ter papel central na definição do resultado.

Outro elemento relevante é a fragmentação do campo oposicionista: apesar do crescimento de Flávio Bolsonaro, outros nomes, como governadores ou candidatos de centro, aparecem sempre com percentuais bem menores, sem ameaçar diretamente a dianteira dos dois favoritos. Isso sugere que, embora haja espaço para surpresas, a corrida tende a se consolidar entre Lula e Flávio à medida que avançam as convenções e os acordos políticos.

A possibilidade de decisão no primeiro turno ainda existe, dependendo de como as candidaturas evoluam e de qual será a capacidade de cada lado em ampliar sua base de apoio até outubro. Com Lula com cerca de 45 % em diversas simulações, e com grande dispersão de votos entre outros candidatos menores, a hipótese de vitória no primeiro turno, embora não majoritária no atual quadro, não pode ser descartada se ele conseguir consolidar apoio e reduzir indecisos e abstenções.

Por fim, é importante destacar que muita coisa pode ainda acontecer até a eleição: cenários políticos variam com debates, alianças, conjunturas econômicas e eventos inesperados. Pesquisas eleitorais são um retrato momentâneo e não uma previsão definitiva. Historicamente, campanhas presidenciais no Brasil se dinamizam muito ao longo dos meses, e cada movimento pode alterar significativamente as perspectivas de vitória, no primeiro quanto e/ou no segundo turno.

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