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OCÉLIO DE JESÚS C. MORAIS

Escritor, PhD em Direitos Humanos e Democracia pelo IGC da Faculdade de Direito Coimbra; Doutor em Direito (PUC/SP) e mestre em Direito Constitucional (UFPA); Idealizador-fundador e 1º e atual presidente da Academia Brasileira de Direito da Seguridade Social (ABDSS, Cad. 01), acadêmico perpétuo da Academia Paraense de Letras (CAd. 08), da Academia Paraense de Letras Jurídicas (Cad. 18) e da Academia Paranaense de Jornalismo (CAd. 29) e Juiz Federal do Trabalho.

Assim é a simplicidade, pura como a criança

Océlio de Morais

Tem um vídeo circulando nas redes sociais,que mostra uma criança ao pé de uma cruz, com braços erguidos aos céus,  fazendo gestos de veneração ao que, certamente, considera sagrado: Jesus crucificado. 

A cena remeteu minhas memórias ao evangelista Mateus (19:14), que relata que  Jesus  – ao sair da  Galileia, indo para a região da Judéia, no outro lado do Jordão –  disse  aos seus discípulos que repreendiam as pessoas  que  levaram crianças a Jesus, para que lhes impusesse as mãos e orasse por elas:

– “Então disse Jesus: "Deixem vir a mim as crianças e não as impeçam; pois o Reino dos céus pertence aos que são semelhantes a elas".

Aquela cena magnetizou meus olhos, provocando imediatamente o seguinte pensamento no meu íntimo: Deus, verdadeiramente,  repousa morada nos corações puros e inocentes das crianças.

Por outro  lado, me veio à memória imagens de vídeos – que também circulam livremente  na internet –  com imagens de pessoas  (jovens e adultos), numa suposta peça cultural,  pisoteando a cruz, queimando a  Bíblia Sagrada e proferindo blasfêmias contra Jesus e a sua mãe, Maria Imaculada. 

Os dois viveiros são paradoxais: o vídeo da oração e adoração fervorosa da criança ao pé da Cruz remete à simplicidade viva no coração puro e inocente daquelas que Jesus bem o disse – e se não  percebe  quem não quer – “Reino dos céus pertence aos que são semelhantes a elas”

Ou seja, as crianças são,  na vida terrena, a concreta  experiência do Reino dos Céus, lá onde a pureza, a inocência, a singeleza,a doçura e  a beatitude compõem a cesta de virtudes da boa espiritualidade.  

De outro lado, o vídeo que profana a Bíblia Sagrada e os símbolos cristãos, e que profana as santidades de Jesus e de Maria Santíssima, revela a pureza e a inocência perdidas  daqueles  que abdicaram da fé ou, por outra, nunca  tiveram fé em Deus.

Sim, confesso que fiquei por um bom tempo reflexivo e  estabelecendo paralelos entre os dois vídeos.  

E também fiquei pensando que aquela sensível e maravilhosa  manifestação de  fé em Deus, que sentia pulular naquele inocente e puro coração daquela criança, é, de fato, a chave teológica para a construção  de uma sociedade mais  fraterna, mais humana, mais respeitadora  das liberdades religiosas, crença e de culto.  

Enquanto que no vídeo das profanações ao Sagrado cristão , em nome da "liberdade” de expressão e da “liberdade” cultural ultrapassam todos os limites  das suas ”liberdades” individuais,  fato que em notória  violação à liberdade e ao direito fundamental do povo cristão.

Aquele coração  dócil e inocente daquela criança – o mundo está  cheio delas – é recado direto aos corações duros, malévolos e  pesados:  é o coração puro – isto é, aquele que não se corrompeu com as coisas e poderes do mundo – o canteiro de terra fértil para o plantio da ética e seus decorrentes bons valores. É   o coração  puro uma espécie de baú da  simplicidade, a porta aberta  para o maravilhoso reino do respeito mútuo – reino onde os direitos da pessoa humana são garantidos, respeitados e vividos .

Então,  verdadeiramente, as crianças – por isso  não podem ser ideologizadas com doutrinas que deturpam  sua natureza  inocente –  são uma experiência do Reino dos Céus  na caminhada  terrena.  

Ideologizar as crianças é retirar delas a pureza e a inocência, é ceifar da humanidade o que ela possui de mais  especial:  a sua alma de criança.

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ATENÇÃO: Em  observância à Lei  9.610/98, todas as crônicas, artigos e ensaios desta coluna podem ser utilizados para fins estritamente acadêmicos, desde que citado o autor, na seguinte forma: MORAIS, O.J.C.;  Instagram: oceliojcmoraisescritor

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Océlio de Morais
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