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Sob coordenação do Departamento de Marketing do Grupo Liberal, aborda os temas relacionados à economia, negócios, tecnologia, comportamento e áreas afins. Publicação aos domingos, terças e quintas. A coluna recebe sugestões pelo e-mail maisliberal@oliberal.com.br.

Psicóloga e jornalista falam sobre os impactos da cultura do cancelamento

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A Mais Liberal conversou com a psicóloga Amanda Almeida e com a jornalista Layse Santos sobre os impactos da cultura do cancelamento, assunto que acendeu as discussões na última semana, frente às polêmicas envolvendo participantes do Big Brother Brasil.  

Amanda:

Quando as críticas passam a se tornar um “cancelamento”?

Quando não são construtivas, não existe empatia e são simplesmente atitudes de assédios e abusos morais. Existem formas menos agressivas de sinalizar ao outro que alguma fala ou atitude que ele teve não agradou.

Quais as principais características deste movimento no ambiente digital?

Quando impulsionam atitudes veladas, como o preconceito sutil, busca pela perfeição inexistente, julgamento sem propósito. Muitos utilizam essa oportunidade para expressar a sua opinião, algo que não é saudável quando usamos isso para apenas julgar e rotular pessoas.

Os ataques sofridos na web podem trazer danos psicológicos para a vida pessoal do “cancelado”, com desenvolvimento de síndromes, por exemplo?

Sim, com certeza. Os cancelados podem sofrer emocionalmente com as consequências de algum tipo de represália ou julgamento mais duro. Abandono, desprezo, desconsideração e esquecimento são alguns sentimentos que podem afetar a saúde mental da pessoa cancelada. Em alguns casos mais graves e sem acompanhamento, podem gerar transtornos de ansiedade e depressão.

Jornalista Layse Santos também foi convidada para bater um papo sobre o assunto (Alle Peixoto)

 

Layse

As pessoas, especialmente as públicas, passaram a ter mais cautela com suas ações por medo do linchamento virtual?

É preciso termos consciência de que não somos perfeitos, qualquer um pode errar a qualquer momento. É, também, impossível agradar a todos o tempo todo. Porém, é fundamental que as manifestações de pessoas e marcas nas redes sociais sejam responsáveis, respeitosas e com as informações necessárias sobre o mundo em que vivemos. Precisamos estudar e estar disponíveis para aprender sempre. Essa é a grande lição das redes sociais, na minha opinião. 

Além dos prejuízos emocionais, o cancelamento pode trazer prejuízos financeiros para a imagem. Como marcas e pessoas devem administrar uma situação dessas?

Não existe marca, pessoa ou influenciador que não corra o risco de ser  “cancelável” em algum momento da vida. Não é de agora que precisamos cuidar da nossa imagem e, especialmente, das mensagens que compartilhamos. O julgamento externo tornou-se mais cruel, viralizou, criou a cultura do cancelamento. Administrar um momento de cancelamento exige uma cuidadosa gestão de crise de imagem. E o melhor é agir preventivamente, com responsabilidade sobre o que fala, reconhecendo a diversidade do mundo, o poder da influência e todas as suas consequências.

Como fazer refletir e mudar atitudes e comportamentos socialmente inadequados sem cancelar a pessoa?

Acredito no diálogo. Estamos todos aprendendo, cada um em seu tempo. Então, buscar a conversa, mostrar um outro ponto de vista, é sempre uma ótima alternativa. Agora, se ainda assim não rolar, você é livre pra escolher quem segue ou deixa de seguir. Se você não curte um posicionamento de uma pessoa ou marca, há maneiras de lidar com isso longe da violência do cancelamento. O unfollow pode ser saudável. Respeite a você e ao outro.


NOTAS: 

A força dos Brothers
Na primeira semana do BBB 21, o paraense mandou a concorrência para o paredão. A TV Liberal obteve 31 pontos de audiência no horário, o que representa 166% mais telespectadores que a soma das outras três emissoras que mais pontuaram. Dados do Kantar Ibope Media Instar Analytics para a Grande Belém no período de 25 a 31 de janeiro.

2021 muito especial
O ano será de grandes comemorações para o Grupo Liberal, que celebra 55 anos de criação pelo pioneiro Romulo Maiorana. Em abril, a TV Liberal chega aos seus 45 anos de atividades. Em novembro, O Liberal completa 75 anos narrando os fatos e contando a história do Pará, do Brasil e do mundo. Em dezembro, é a vez da Fundação Romulo Maiorana, realizadora de um dos mais importantes salões de arte do país e o mais antigo em atividade, fazer 40 anos.

71 anos
O Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial e Lacustre e das Agências de Navegação no Estado do Pará (Sindarpa) completa mais um ano com mais uma importante conquista: a assinatura da Ordem de Serviço para construção da primeira base integrada flutuante da segurança pública na região do Baixo Amazonas, a "Antônio Lemos". Ficará na margem direita do rio Tajapuru, no distrito de Antônio Lemos, em Breves.

BR Toys Collections
É o nome da exposição do Castanheira Shopping, aberta na última sexta, 5, que reúne mais de 500 action figures dos universos do cinema e dos quadrinhos. São super-heróis da Marvel e da DC Comics que pertencem a coleção do coleção do empresário Marcel Campolungo, que é curador da mostra. Também podem ser conferidas 30 fotografias de Fernando Sette com os personagens em diversos pontos turísticos da capital. Fica em cartaz até 28 de fevereiro, na Praça Central do empreendimento.

Combate às fake news
O TikTok quer tentar evitar que conteúdos com informações duvidosas ganhem alcance na plataforma. Para isso, passará a exibir alertas nos vídeos que possam conter desinformação. Os usuários também serão comunicados caso decidam compartilhar essas publicações. O aviso já aparece nos Estados Unidos e no Canadá e será liberado para todos os países em que a rede está presente já nas próximas semanas.

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