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MAIS LIBERAL

Sob coordenação do Departamento de Marketing do Grupo Liberal, aborda os temas relacionados à economia, negócios, tecnologia, comportamento e áreas afins. Publicação aos domingos, terças e quintas. A coluna recebe sugestões pelo e-mail maisliberal@oliberal.com.br.

Papo Liberal com Waleiska Fernandes, Menos30 Fest, Dias Contados

Mais Liberal

Papo Liberal 

Arquivo Pessoal

A Mais Liberal conversou com a jornalista paraense Waleiska Fernandes, que está na África do Sul. Ela fala sobre sua experiência de estar em outro país em meio à pandemia e como tem sido a gestão das autoridades locais.  

 
Como foi se encontrar em outro país e continente em meio à pandemia?
Estou aqui desde 12 de fevereiro. A pandemia estava bem no início, não podíamos imaginar que teria as proporções que teve. Até então não tinha aeroporto fechado, isolamento, nada disso. Passar esse período difícil para todos na África do Sul me causou certa angústia, pensando nas pessoas que estavam no Brasil, mas, pela minha segurança e da minha família, foi melhor. Desde o início, o governo foi muito responsável na forma de encarar esta pandemia. As medidas de contenção de proliferação do vírus foram muito rápidas. O país tinha apenas 64 casos e duas mortes pela doença quando foram tomadas ações como suspensão das aulas em todo o país, fechamento de todos os espaços públicos, entre outras. Quando ultrapassou os 400 casos, dez dias depois das primeiras medidas, foi decretado lockdown, onde permanecemos por nove semanas, de forma muito rígida, com todas as atividades comerciais suspensas, ficando apenas supermercado, farmácias e posto de gasolina.

Em relação a medidas e protocolos, o que a África do Sul fez de diferente do Brasil?
Foi muito diferente em vários aspectos. A começar que aqui houve uma centralidade das ações no próprio governo federal. O presidente da República é o porta-voz principal de tudo relacionado ao governo que tange à pandemia. Ele que anuncia o lockdown ou qualquer outra alteração. Tudo é feito em nível nacional. Logo, não há nenhuma discrepância de comportamento entre o governador de uma província e o presidente. Além disso, em nenhum momento houve negação da gravidade da pandemia, pelo contrário. O governo sul-africano falou, desde o início, do quanto a doença era grave, para África do Sul sobretudo, por conta do sistema de saúde que não comportaria uma grande quantidade de pessoas doentes de uma hora para outra. Sempre disseram que não era possível impedir a entrada e propagação da doença no país, mas que iriam empurrar a curva o mais pra frente possível, para prepará-lo para lidar com ela, evitando a superlotação do sistema de saúde. Acredito que foram decisões exitosas, já que o sistema não chegou a entrar em colapso, mesmo em determinado momento o país chegando a ser o quinto com maior número da doença.

Que lições o Brasil deve aprender com a África Sul em relação ao combate à covid-19?
A centralidade nas ações, o não negacionismo, a preocupação em ouvir a comunidade científica internacional e em lidar de forma parceira com todos os países que podem ajudar. A África do Sul recebeu ajuda da China, Estados Unidos, Rússia e Europa, por exemplo. Recebemos medicações e médicos, inclusive muitos cubanos, que vieram ajudar no controle da doença. A forma diplomática de bem se relacionar com todos os países e receber apoio de todo mundo é uma grande lição.

Quantos brasileiros apelam para ser repatriados ao Brasil e há quanto tempo?
Desde que as fronteiras foram fechadas, no dia 26 de março, o governo do Brasil fez apenas um voo de repatriação, que saiu no dia 6 de abril. Como todos os voos internacionais foram cancelados desde então, o número de pessoas que têm de voltar para o Brasil só aumenta e, até agora, o governo brasileiro diz que não há previsão de novo voo de repatriação. Temos centenas de brasileiros esperando, espalhados por vários lugares do país e por vários motivos. Gente que veio para passar dois anos e o prazo acabou, quem veio passar dois ou cinco meses, como eu... Não consegui voltar no fim de julho e continuo sem expectativa.

Quais as suas dicas para quem pretende viver ou passar uma temporada fora do Brasil?
Cada país é um país, com condições socioeconômicas distintas. Depende de para onde você vai, do que você busca, quanto tempo irá passar, quando dinheiro tem para viver experiência, se você vai levar família... Não há uma fórmula precisa. 

Qual mensagem você deixa para os paraenses?
As pessoas precisam se ligar que a covid-19 ainda não passou, não existe vacina. Pessoas ainda podem e estão morrendo. Então, se previnam dentro das possibilidades. Quem puder ficar em casa, fique. Quem for obrigado a sair, não deixe de cumprir os protocolos que foram estipulados pelas autoridades de saúde. As pessoas precisam se cuidar mais, sejam elas paraenses, ou onde quer que elas estejam. No Brasil, infelizmente, a coisa ainda está muito séria.

NOTAS:
 

Menos30 Fest

Com mais de 50 cursos e oficinas gratuitos, o festival que oferece educação voltada para o empreendedorismo será realizado entre os dias 31 de agosto e 4 de setembro. A oitava edição traz novidades, sendo 100% em formato digital e voltada para educação integral e juventude. O evento, que faz parte de uma ampla agenda de valor social da Globo, terá transmissão ao vivo no canal do YouTube da emissora, no G1 e no portal menos30fest.globo.com.

 

Dias Contados

A Microsoft bateu o martelo. Até 21 de agosto de 2021, o Internet Explorer sai de cena. A companhia vai focar suas atenções para impulsionar o uso de seu navegador Microsoft Edge, lançado em 2015. Para fazer com que se torne o favorito dos usuários, será impossível apagá-lo das novas atualizações do Windows. A não ser que você seja um desenvolvedor.


Modelo híbrido

A partir de outubro, os 3.200 funcionários da Hugo Boss na Alemanha trabalharão no escritório apenas de terça a quinta. Nos demais dias, home office. A decisão foi tomada depois que uma pesquisa interna mostrou que a maioria se sentia menos estressada trabalhando em casa, tendo mais tempo para si e para a família. A expectativa é estender o formato para as demais subsidiárias da marca pelo mundo.

Pias solidárias

É o nome do projeto de engenheiros da Faculdade UNINASSAU Belém que instalou  lavatórios em espaços públicos da capital. A primeira pia está disponível na feira do Barreiro, próximo à Ponte do Galo. A segunda será montada na feira da 25, em São Brás. Outras seis unidades vão ser disponibilizadas  no Mangal das Garças. Todas as estruturas contam com reservatório de cinco litros para armazenar sabão líquido.


Global Grants prorrogado

Vão até 31 de agosto as inscrições para o programa do Facebook que vai doar R$ 14 milhões para pequenas e médias empresas brasileiras impactadas pela pandemia. Entre os requisitos, ter pelo menos um ano de existência, empregar de dois a 50 funcionários e ter endereço comercial na área metropolitana de São Paulo ou de Brasília. Mais informações em facebook.com/business/boost/grants.


Campanha

A Santa Casa do Pará está recebendo doações de leite materno neste mês de agosto, período em que se intensifica o incentivo à amamentação. O Conselho de Jovens Empresários da Associação Comercial do Pará aderiu à campanha, por intermédio de seu associado, o Shopping da Saúde, que está contribuindo com a distribuição de potes para coleta do leite materno e entrega na sede do Hospital.

Pílulas Digitais 

Na Mais Liberal digital deste domingo, Paulo Campos faz uma reflexão sobre a produtividade dos líderes, que não pode ser operacional. Confira!

 

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