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Sob coordenação do Departamento de Marketing do Grupo Liberal, aborda os temas relacionados à economia, negócios, tecnologia, comportamento e áreas afins. Publicação aos domingos, terças e quintas. A coluna recebe sugestões pelo e-mail maisliberal@oliberal.com.br.

Papo Liberal com 'Tutinha', presidente do Grupo Jovem Pan

Mais Liberal
 (Divulgação)

Papo Liberal

A Mais Liberal conversou com Antonio Augusto Amaral de Carvalho Filho, o Tutinha, presidente do Grupo Jovem Pan, sobre os avanços na comunicação e no empreendedorismo. Confira: 

Como avalia a transição dos veículos de comunicação tradicionais no Brasil para o digital? Há um grande avanço nesse sentido?

 A transição é obrigatória, necessária e urgente pra quem ainda não começou. Nós, da Jovem Pan, começamos há 4 anos. Foi um trabalho difícil. No começo, não poderia imaginar que uma rádio viraria uma TV... Mas, hoje, temos uma audiência muito forte no digital, com 32 milhões de unique visitors e 270 milhões de page views.

Quais foram os maiores desafios da Jovem Pan em sua gestão? 

Renovação, criação e ter achado um caminho que foi o jornalismo opinativo, que praticamente não existia na TV. A Globo sempre deu as notícias, mas não opinava. Dava a notícia e acabou. Isso criou um diferencial e fomos buscar profissionais como Reinaldo Azevedo e Marco Antonio Villa, que nos ajudaram a alavancar essa ideia. Aí, fomos para a liderança rapidamente.

Como foi o processo de criação da Panflix? Como surgiu este projeto? 

Já estávamos produzindo de 100 a 150 vídeos por dia e você tinha que ficar caçando no Youtube e precisamos nos consolidar para o mercado como um player digital. Aí, tivemos a ideia de montar um agregador de conteúdo para facilitar o acesso aos nossos vídeos. A grande dúvida era se cobrávamos ou não na Panflix. Ficamos com medo de não dar certo e fizemos de graça. Futuramente, pensamos em lançar uma parte do Panflix premium e cobrar.

O investimento no serviço de streaming do grupo foi de R$ 30 milhões para o início das operações da Panflix. A plataforma atendeu as expectativas previstas?

O custo total já está em US$ 10 milhões. Acabamos de dar uma nova turbinada e colocamos no mês passado mais US$ 2 milhões. A brincadeira é cara dependendo dos seus sonhos. E o custo da Jovem Pan foi lá pro céu. Mas o comercial também cresceu e tem muito mais coisa pra vender pre-roll, mid-roll, programática, video break... Acabamos com o papinho das agências que o rádio não tem imagem. Agora, tem.

Quais foram as principais estratégias adotadas para fazer o anunciante entender que a rádio é hoje um veículo multiplataforma? 

Essa é a parte mais difícil. A Jovem Pan, sendo uma rádio nacional e muito conhecida, existe uma dificuldade das agências de nos verem como player digital. Confesso que ainda não conseguimos virar totalmente a chave. E me tira o sono toda noite. Mas vamos em frente. Temos que cacarejar mais, gastar no digital, fazer mídia, eventos e participar do máximo de outras plataformas. Como curiosidade, o ‘Jornal da Manhã’ vai passar a partir de abril no History Channel, das 7h às 9h. E estaremos nas plataformas do fire da Amazon. Fizemos um programa em parceria com a Viacom, que vai estrear. Estaremos também na Pluto Tv e vamos colocar nosso novo produto, que é um canal de News (24:News) na parabólica e em todas plataformas que der.

Quais os próximos passos para as rádios no mercado digital?

Só existe uma palavra que garante a sobrevivência certeira para o rádio: conteúdo. Rádio que tem conteúdo sempre terá o que dar aos seus ouvintes. Acredito que existirão rádios musicais, mas ponho mais fé nas rádios com conteúdos. As pessoas, cada dia que passa, estão com mais pressa e presas no trânsito. E o rádio continua com sua rapidez informando primeiro, com uma agilidade maior e é o veículo que tem mais sinergia com o digital. Coloquem uma câmera no estúdio, comprem câmeras e mandem seus repórteres pra rua, abram espaço no WhatsApp e deixem seus ouvintes falarem o que pensam. Abram os olhos pro futuro. Ele vem muito mais rápido do que a gente pensa e, por último, esteja sempre na frente do seu adversário, tenha isso como meta. Obrigado, um abraço a todos e fiquem com Deus, ele coordena nossos próximos passos.


NOTAS: 

Conectividade 
De acordo com uma pesquisa realizada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), no estado do Pará 94% da população afirma ter acesso à internet por meio do telefone celular e 80% por meio de Wi-Fi em casa. As médias brasileiras são de 95% e 87%, respectivamente. Enquanto isso, 88% dizem que já estavam adaptados ao mundo digital ou se adaptaram com nenhuma ou pouca dificuldade. O levantamento foi realizado por telefone em todo o Brasil entre 6 de outubro e 10 de dezembro de 2020, já durante a pandemia, com sub-amostras representativas para cada um dos 26 estados e para o Distrito Federal.

Conectividade II
Os participantes também afirmaram que a principal forma de acesso a serviços digitais públicos e privados é o celular (93%, enquanto a média nacional é 87%). Por fim, 41% relataram ter feito procedimentos por meio digital ou telefônico com o Governo do seu estado nos últimos 12 meses (a média nacional é de 40%). Os números revelam elevados níveis de conectividade e de adaptação e representam oportunidades para a ampliação e o aperfeiçoamento de serviços on-lines.
 
Incentivo
O Google anunciou, esta semana, que vai diminuir as taxas de aplicativos de sua loja virtual, a Google Play, de 30% para 15%. A decisão vale apenas para os desenvolvedores de aplicativos que ainda não tenham atingido o faturamento de US$ 1 milhão em receita total anual em vendas. Uma vez que a marca tenha sido alcançada, as empresas pagarão a taxa cheia, de 30%. De acordo com eles, 99% dos desenvolvedores serão beneficiados. Além disso, apenas 3% dos que oferecem aplicativos a usuários realizam a cobrança pelo produto digital.

Combate à pandemia 
A Universidade Federal do Pará e a Hydro firmaram parceria em prol do desenvolvimento de soluções inovadoras de enfrentamento à covid-19. A empresa investirá mais de 880 mil reais em projetos que abrangem estudos dos efeitos psicológicos do isolamento social e criação de programas que ajudem a promover bem-estar durante e após a pandemia, uso de ciências de dados para elaboração de modelos epidemiológicos e desenvolvimento de respiradores de baixo custo.

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