Mais Liberal

Sob coordenação do Departamento de Marketing do Grupo Liberal, versa sobre os temas relacionados à economia, negócios, tecnologia, comportamento e áreas afins. Publicação aos domingos, terças e quintas. A coluna recebe sugestões pelo e-mail maisliberal@oliberal.com.br.

Papo Liberal com Fernando Nascimento, Dia de Cooperar com Juliana Sinimbú e crianças saudáveis

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Papo Liberal

Fernando Nascimento (Arquivo pessoal)

A Mais Liberal conversou com Fernando Nascimento, administrador com MBA em Marketing e superintendente da Rede Liberal, sobre a movimentação da mídia durante a pandemia do coronavírus.

Como você avalia o papel que a comunicação, sobretudo a televisão, vem desenvolvendo durante a pandemia da Covid-19?
O universo da comunicação e em especial a televisão, pelos seus recursos audiovisuais, cobertura, penetração, mobilidade, instantaneidade (falando com praticamente toda a população, com uma fantástica agilidade), tem exercido, juntamente com todos os demais meios (jornais, rádios, portais etc), com muita responsabilidade, um papel da maior relevância na disseminação das práticas de prevenção contra essa que é uma das maiores crises sanitárias vividas pelo país, pela humanidade.

É inimaginável os efeitos, ainda mais aterradores que os vividos neste momento, que a Covid-19 causaria se não dispuséssemos, como dispomos, de recursos de comunicação para informar, orientar, combater e prevenir. E, ao mesmo tempo, continuar oferecendo jornalismo, dramaturgia, entretenimento de qualidade, mantendo e até crescendo nossas audiências. O retorno está sendo gradual, como em todo os negócios.

A necessidade de isolamento social mexeu com a rotina de todos, inclusive com alterações na grade da Globo. Há previsão do retorno de gravações de novelas e programas? Como isso deve ocorrer?
Sim, foi e está sendo, na verdade. O impacto na nossa indústria, que se alicerça no trabalho coletivo, na contribuição de uma enorme teia de múltiplos talentos, foi devastador. Mas estamos, como todos os negócios, nos reinventando. Produzindo muitos conteúdos internos, usando nossos fantásticos arquivos e desenvolvendo uma expertise de produção, sempre respeitando as regras e orientações sanitárias de prevenção. Os resultados dessas iniciativas, muito em breve, serão anunciados.

Na TV Liberal, quais mudanças foram adotadas?
Nos formatos de trabalho, adotamos um modelo híbrido, do quase 100% presencial no caso do Jornalismo, ao 100% em home office em vários segmentos da empresa, com excelentes resultados. Estamos convencidos de que o momento que estamos vivendo vai ser uma referência de incontáveis e surpreendentes inovações, em todas as áreas, apoiadas na tecnologia, inclusive nos formatos do trabalho.

O que as marcas precisam fazer?
Ótima pergunta. Ressalto, em primeiro lugar, a necessidade da compreensão de que marcas são “organismos vivos”. Elas nos acompanham o dia todo, todos os dias, a vida inteira. São o grande patrimônio de uma organização. Quando o detentor de uma marca consegue a aderência do público, tem que cuidar muito bem dessa relação, pois ela é a resultante de uma identificação do consumidor com os atributos que ele associa a ela, marca. Essa relação pode ser extremamente longeva, mas pode, por um conjunto de causas, num determinado momento, como o que estamos vivenciando, por exemplo, se desconstruir. O primeiro cuidado é o de não se ausentar (a ciência da Comunicação e do Marketing designam esse fenômeno como “taxa de abandono”), não pode achar que o que está acontecendo não é com ela, não lhe diz respeito. Tem que ser solidário, ser referência e não pode ser só um discurso. Entender que este é o momento de fortalecer os vínculos, ainda que contrariando o budget (ele pode ser recomposto no próximo exercício). Caso contrário, estará abrindo o flanco para que o concorrente (e eles estão sempre por perto) assuma esse espaço, esse vácuo, na mente do consumidor. Conjunturas como a que vivemos ensejam, historicamente, movimentos pendulares: marcas consolidam posições, marcas perdem posição. Marcas perdem liderança, marcas assumem liderança. Então é um momento especialmente delicado para a equação de comunicação marca x consumidor. A ruptura abrupta na relação de uma marca (que via regra levou anos, em geral décadas, algumas são centenárias, para serem construídas) com seu mercado consumidor pode ser tão danosa quanto a comunicação inadequada. E aí nasce um outro desafio, uma outra exigência, que é a de contar, necessariamente, com a assessoria de profissionais cuidando, com ciência e arte, da sua comunicação. Senão o barco tem muitas chances de “fazer água”.

O que mudará na Publicidade após essa pandemia? Você acredita que as lives, por exemplo, continuarão em ascensão?
Difícil prever, pois estamos no meio da mais grave crise sanitária já vivida no País, com enormes impactos na política, na economia, ainda não inteiramente dimensionados, o que só nos permite, no momento atual, especular sobre algumas possibilidades e tendências.

Uma vertente que certamente será impactada é a ambiental, que tende a ser tratada de forma mais responsável pelas empresas na sua comunicação, com maior rigor e respeito, até para preservar os ganhos obtidos com a redução dos índices de poluição urbana, de contaminação de mares, florestas, rios e, genericamente, da queda de vários indicadores de degradação da natureza, alcançados durante esse período pandêmico de isolamento social, que não sabemos até quando vai durar. Outra forte tendencia é a do contínuo crescimento da oferta e consumo de conteúdos via streaming, permitindo assistir o que se quer, onde quer, no horário que melhor lhe convém.

Acho que as Lives são, numa forte medida, reflexo do momento que vivemos. Elas se fortaleceram, por assim dizer, como resposta às restrições impostas pela pandemia. É difícil assegurar se vão continuar se expandindo, num segundo momento... Mas vão, no mínimo, conviver como mais uma opção.

Nem morre nem é capaz de matar as outras alternativas de produzir e gerar conteúdo. É mais uma plataforma, mais um recurso de comunicação. A história já provou que uma opção não elimina a outra, ela se soma, agrega. Acho que outra forte tendencia é o fortalecimento da mídia profissional, responsável, a confiança nos grandes veículos e o consequente enfraquecimento do execrável universo das fake news, face a sua total descredibilidade e seus propósitos espúrios. Então, a comunicação e a publicidade vão ter que colocar nos seus radares todas essas e muitas outras novas tendências, que não enfraquecem a publicidade, a comunicação. Ao contrário, sinalizam que as empresas, instituições, governos e sociedade vão precisar, cada vez mais, de profissionais qualificados, responsáveis, comprometidos com a ética, com a cidadania e valores e conceitos morais. Julgo que como pessoas físicas e jurídicas, vamos sair melhor dessa crise.

Que mensagem você deixa para as pessoas que estão em casa?
Que reflitam que é um bônus, um privilégio, poder estar em casa, num país em que milhões de pessoas gostariam de se proteger ficando em casa, mas não têm acesso a esse bem. É imperioso mudar essa realidade. Mas, se você puder, fique em casa.

Madrinha

Juliana Sinimbú (Prix Chemical)

A cantora Juliana Sinimbú é parceira do Dia de Cooperar 2020 no Pará, uma campanha do Sistema OCB/PA que está arrecadando fundos para compra de cestas básicas e itens de higienização para cooperativas em maior vulnerabilidade no estado. O Dia de Cooperar promove a responsabilidade social sendo realizado, anualmente, em 4 de julho.

Talentos brasileiros

Até 14 de agosto, a Câmara de Comércio Brasil-Canadá recebe inscrições para o Elevator Pitch 2020. Serão selecionadas para participar da competição cerca de 40 startups de todo o país. Os nomes serão anunciados em 21 de agosto. Os critérios se baseiam em quatro frentes: time, produto/serviço, tração e escalabilidade.

Talentos brasileiros II

A final do Elevator Pitch 2020 será realizada em 22 de novembro no Edifício Martinelli, ponto turístico no Centro de São Paulo. Como prêmio, um representante da startup vencedora participará de um programa de imersão no ecossistema canadense com duração de duas a três semanas, além de levar passagem e hospedagem no Canadá. Mais informações no site ccbc.org.br.

Reconhecimento

(Divulgação)

A Escola Municipal de Ensino Fundamental Raimundo Emiliano Pantoja, em Igarapé-Miri, é a única do Pará entre as dez escolas brasileiras selecionadas na Edição 2020 do Prêmio Nestlé “Crianças Mais Saudáveis", uma iniciativa da Fundação Nestlé Brasil. A premiação tem o objetivo de estimular comportamentossaudáveis em alunos das escolas públicas brasileiras. Foram inscritos 229 projetos de 23 estados brasileiro

Reconhecimento II

A escola paraense receberá R$ 35 mil reais para executar o projeto “Comer Bem e Movimentar o Corpo com Diversão", proposto pelos professores Josineide da Costa, Simone Pantoja e Hélio Nascimento Júnior. O valor será usado para reformas na biblioteca, refeitório e quadra poliesportiva, beneficiando cerca de 400 alunos do 6º ao 9º anos de Ensino Fundamental.

Pílulas Digitais

Paulo Campos fala sobre colaboração no ambiente de trabalho.

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