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Sob coordenação do Departamento de Marketing do Grupo Liberal, aborda os temas relacionados à economia, negócios, tecnologia, comportamento e áreas afins. Publicação aos domingos, terças e quintas. A coluna recebe sugestões pelo e-mail maisliberal@oliberal.com.br.

Papo Liberal com Cláudio Batista discute os desafios do setor de materiais de construção

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A Mais Liberal conversou com Cláudio Batista, CEO e fundador da Jurunense Home Center, sobre os desafios de dirigir uma grande empresa e como o setor de materiais de construção vem enfrentando o cenário atual.

Cláudio Batista, CEO da Jurunense Home Center (Divulgação)

A Jurunense apresenta um crescimento acelerado nos últimos anos. O que você acredita que contribui para esse impulsionamento? 

Nos últimos seis anos, dobramos de tamanho a cada dois anos... Parece até rápido, mas, na verdade, já temos 15 anos de mercado. Os primeiros nove, dez anos nos ajudaram a criar princípios e pilares que sustentam a nossa cultura movida por pessoas e resultados. A prática do dia dia, a famosa “barriga no balcão”, somada às dores para crescer, desde quando éramos uma portinha de 60 m² no Jurunas, com um funcionário, até hoje, nos forçaram a aprender o que nenhuma faculdade ou livro te ensina. Acreditamos incansavelmente que o segredo é investir em pessoas, ter times preparados para criar processos de controle e gestão, aliado à inovação e tecnologia para entregarmos diferenciais além da expectativa do cliente.

Quais os maiores desafios em dirigir uma grande empresa? 

A distância que fica cada vez maior, entre o que foi planejado no nível estratégico, até o realizado pelo nível operacional. A comunicação interna é uma das maiores dificuldades de quando crescemos. É fazer a cultura ser entendida e aplicada de fato na ponta. A solução para essas dores é ter um time (pessoas) comprometido com o propósito, que consiga ser exemplo para levar o que de fato acreditamos a cada um dos nossos colaboradores, acompanhar e gerenciar como isso é realizado. Outro ponto importante é o empreendedor estar sempre aberto a ouvir, a acatar opiniões divergentes da sua, analisar e validar junto com o time. Percebo muito essa dificuldade em alguns gestores.

Com a pandemia, muitas pessoas passaram a estar em casa e, com isso, buscar mais conforto. Houve uma demanda maior para o segmento de materiais de construção? 

Sim, as pessoas começaram a valorizar o lar, viram necessidades que não viam antes, pequenos defeitos que passavam despercebidos. Pequenas reformas para melhorar o conforto da família e atender às novas necessidades impulsionaram as vendas durante a pandemia, principalmente no setor de utilidades domésticas e acabamento.

A falta de materiais também é uma realidade vivenciada no mercado. O que vocês têm feito para driblar este contratempo? 

Por conta das paralisações, houve uma diminuição da produção tanto industrial quanto de insumo. Essa demanda acelerada gerou uma escassez de produtos pela lentidão de voltar à normalidade, ou seja, muita demanda para pouca oferta. Daí ficamos presos na mão de quem tem o produto. Poucas pessoas têm oferta e a procura gigante leva ao aumento dos preços na ponta. Estamos cadastrando produtos diferentes, de outras marcas para não deixar de atender nossos clientes.

Quais as perspectivas para 2021? 

No último ano, crescemos 43%, comparado a 2019. Nosso objetivo é manter esse crescimento acelerado. Estamos investindo muito forte na logística, com um Centro de Distribuição bem maior, com sistema Wms e equipamentos mais modernos para melhorar nossa eficiência. Além disso, vamos inaugurar mais uma loja, em maio desse ano, com 1.500 m² de área de venda, no centro de Belém, totalizando a sexta unidade. Temos ainda o “digital”, com venda ativa via e-commerce, telefone e WhatsApp. Esse ano, vamos dobrar o tamanho de nossa maior loja (BR 316), passando para 6.000 m² em área de venda e tornando a maior do segmento no estado.

MOBILIZAÇÃO... 

Em campanha nacional voltada a donos de pequenos negócios e clientes, o Sebrae reforça que os protocolos de segurança para prevenir a Covid-19 ainda são fundamentais para manter as atividades em funcionamento. Na versão digital da coluna, você confere algumas das orientações difundidas na ação.

...PARA MANTER OS NEGÓCIOS 
Em 2020, as micro e pequenas empresas foram responsáveis por apresentar saldo positivo dos empregos no país. Os pequenos negócios geraram 293,2 mil novos empregos, enquanto as médias e grandes empresas extinguiram 193,6 mil postos de trabalho, com peso importante no saldo final de 142,7 mil empregos gerados no Brasil durante o ano.

CONGRESSO 

De 23 a 25 de fevereiro, o grupo Ser Educacional, mantenedor das marcas Uninassau e Unama, promove o 3º Congresso On-line de Odontologia. O evento, que irá debater diversos assuntos relacionados à área, será totalmente virtual e gratuito, com transmissão ao vivo por meio da página do Portal LeiaJá no Youtube. Inscrições no site eventos. sereduc.com/eventos-online.

YOUTUBE SHORTS 

É o nome da ferramenta do YouTube já em testes na Índia e que chega em versão beta para criadores de conteúdo dos Estados Unidos em março. Assemelha-se ao TikTok e ao Instagram Reels, permitindo produzir clipes curtos, de até 15 segundos, com ferramentas de edição direto do aplicativo. 

EMPREGO 

A Stone, empresa de tecnologia em serviços financeiros, tem novas vagas abertas em Belém. São oportunidades para o time comercial externo da fintech de meios de pagamento. Para se candidatar, basta acessar jornada.stone.com.br. 

REVOLUÇÃO NO CAMPO 

Já à venda em restaurantes de Singapura e Israel a “carne de laboratório”, feita de células e livre de abate de animais. O produto já mobiliza mais de 50 empresas em 19 países e deve chegar aos supermercados em cinco anos. A tecnologia tem ainda outras vantagens ambientais: reduz drasticamente o uso de terras, água e insumos, além de emitir menos gases de efeito estufa, tanto nas fazendas quanto na logística, para levar o produto até as gôndolas e aos consumidores. 

NA CONTRAMÃO

Enquanto os bancos fecharam mais de mil agências em 2020 e planejam enxugar ainda mais este ano, as cooperativas de crédito ampliaram a presença física durante a pandemia O movimento tem o apoio do Banco Central, que colocou como meta o aumento da participação delas no crédito do Sistema Financeiro Nacional para 20% até 2022. Atualmente, a fatia está em 10%, o dobro do que há cinco anos.
 

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