Mais Liberal

Sob coordenação do Departamento de Marketing do Grupo Liberal, versa sobre os temas relacionados à economia, negócios, tecnologia, comportamento e áreas afins. Publicação aos domingos, terças e quintas. A coluna recebe sugestões pelo e-mail maisliberal@oliberal.com.br.

Papo Liberal com Carlos Alves, Encontros Liberal chega ao fim e plano de reabertura da capital

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Papo Liberal

Carlos Alves (Arquivo pessoal)

Aos poucos, escritórios, lojas e espaços corporativos retomam as suas atividades. A Mais Liberal conversou com o engenheiro, arquiteto e urbanista Carlos Alves para saber como será a nova realidade. Confira a entrevista.

O que muda com o "novo normal"?
Acredito em muitas mudanças. Principalmente, na estrutura tanto física quanto organizacional. Os escritórios e espaços corporativos deverão diminuir fisicamente. Um aumento no trabalho remoto é esperado. Ferramentas de comunicação não-presencial serão corriqueiras. Já observamos isso hoje e está dando certo. Ainda haverão alguns ajustes.

A tendência de espaços abertos e integrados, sem tantas salas individuais, deve prevalecer?
Provavelmente, não. Apesar de ser um modelo muito eficaz no sentido de interação, trabalho em conjunto, a tendência é que as baias mais isoladas voltem a serem preferidas. Uma maneira de diminuir o impacto que esses espaços mais individualizados podem causar seria utilizar divisões transparentes como o vidro, acrílico etc. Dessa forma, mantemos a proteção ao indivíduo e a interação. Sem falar que os espaços continuarão a serem maiores, pelo menos visualmente.

Como proporcionar uma boa convivência evitando aglomerações nos espaços?
Talvez, esse seja o maior desafio. Nós somos seres sociais. Uma maneira seria de rodízio onde uma certa quantidade segura de pessoas ocupe o espaço. Mas a convivência não será mais a mesma. Melhor? Pior? Teremos essa resposta mais à frente.

Você acredita em uma ressignificação do lugar de trabalho? O home office, mesmo somente alguns dias da semana, veio pra ficar?
Sim. Descobrimos que podemos ser produtivos a distância. Acredito que as empresas irão rever a necessidade de montar grandes espaços para o seu funcionamento. Os custos dessa nova maneira de produzir serão bem menores, sem comprometer os resultados.

Quais dicas você dá para o empreendedor que precisa fazer adequações em seu escritório ou sua loja, mas não tem muitos recursos para investir neste momento?
A maioria está sem recurso para investir agora. A dica é a das respostas acima: rodízios, mais trabalho remoto, mas ferramentas de comunicação a distância. Descobrir o equilíbrio entre essas ações sem perder a produtividade. Cada caso tem que ser avaliado particularmente.

Qual mensagem deixa para todos em tempos tão desafiadores?
Esse momento que estamos vivendo é bem frustrante. Não temos muita certeza de absolutamente nada com relação ao vírus, pandemia e seus efeitos na nossa saúde física e comportamental. Tudo ainda está sendo estudado, avaliado. Sendo assim, esperava um pouco mais ou muito mais empatia. Todos estamos sob o mesmo véu, sem privilégios. Acho que um pensamento mais coletivo e menos individualista pode nos ajudar muito. Não estamos aqui falando de direita ou esquerda. Nem de americanos, europeus ou chineses. Estamos falando de raça humana. A ameaça é para todos. E se fosse um por todos e todos por um? Muita utopia? Talvez! Mas vale tentar.

Encontros Liberal

Chega ao fim, no próximo dia 30, a primeira temporada do projeto do Grupo Liberal. Durante três meses, parceiros de peso vêm produzindo e compartilhando conteúdos leves, úteis e criativos para enfrentarmos o isolamento social com mais qualidade de vida. O resultado é muito positivo: 18 áreas temáticas, 91 lives realizadas e 74 vídeos postados. Até o momento, todo esse material somou 400 mil visualizações em OLiberal.com e nos canais de O Liberal no Facebook, Instagram e YouTube.

Encontros Liberal II

O projeto também promoveu uma campanha solidária, envolvendo todos os veículos do Grupo Liberal. Foram arrecadadas 578 cestas básicas, beneficiando mais de 200 profissionais paraenses dos segmentos de shows e de eventos que tiveram a renda comprometida por conta da pandemia do novo coronavírus.

Fundo global

A Diageo vai destinar US$ 100 milhões (cerca de R$ 500 milhões) para apoiar a reabertura de bares e restaurantes depois da pandemia do novo coronavírus. A dona das marcas Ypióca, Johnnie Walker, Smirnoff e Tanqueray usará o dinheiro para ajudar os empreendimentos a obter materiais e equipamentos de acordo com as novas medidas sanitárias e de higiene.

Fundo global II

A iniciativa faz parte do Movimento Pró-Bar – Estamos Juntos!, um programa de dois anos que também vai oferecer treinamentos gratuitos, por meio do Diageo Bar Academy, para empreendedores de várias cidades, como Nova York, Londres, Edimburgo, São Paulo e outras localidades brasileiras. O investimento no Brasil será de R$ 15 milhões. Interessados devem se cadastrar no site diageobaracademy.com.

Novos formatos

Segundo a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), 56% dos empreendimentos pelo país também estão operando com drive-thru. O modelo, no qual o cliente faz a compra on-line e combina o horário para retirada no shopping, sem sair do seu veículo, tornou-se tendência e, segundo especialistas, veio para pra ficar. Já 81% têm realizado campanhas específicas para vendas por delivery.

Expectativa

E por falar em espaços comerciais, a Prefeitura de Belém fará nova avaliação sobre o plano de reabertura na capital. O objetivo é definir as datas para a retomadas nos demais segmentos como bares, escolas, entre outros. Um dos pontos a ser analisado é o novo horário de funcionamento das lojas de ruas e de shoppings, que entrou em vigor na última quintafeira, 25. Atualmente, os estabelecimentos em vias públicas abrem das 9h às 17h e os shoppings funcionam das 12h às 20h.

Pílulas Digitais

Paulo Campos fala sobre a importância do equilíbrio emocional. Assista!

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