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Sob coordenação do Departamento de Marketing do Grupo Liberal, versa sobre os temas relacionados à economia, negócios, tecnologia, comportamento e áreas afins. Publicação aos domingos, terças e quintas. A coluna recebe sugestões pelo e-mail maisliberal@oliberal.com.br.

Papo Liberal com Caco Ciocler, negócios online e missa para as mães

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Papo Liberal

Caco Ciocler (Werther Santana / Estadão Conteúdo)

A Mais Liberal conversou com o ator Caco Ciocler, que criou o movimento Lista Fortes e está no ar na reexibição de Novo Mundo, para saber como ele está vivenciando o período de pandemia e como acredita que será a sociedade após a Covid-19. Confira!

Qual o maior desafio para você durante o período de isolamento social? 
Nunca tive nenhum problema com a solidão. Adoro ficar em casa e estava mesmo precisando de tempo para colocar a vida em ordem. Não parei de trabalhar desde que tudo isso começou. Então, o grande e diário desafio não é o do isolamento em si, mas sim o de não me acomodar com essa minha situação privilegiada e criar movimentos de ajuda a quem realmente está sofrendo com isso.

Você provocou a classe empresarial, logo no início da pandemia, com a campanha Lista Fortes. Como avalia a postura dos empresários hoje? 
Bom, não podemos tratar "os empresários" como uma massa uniforme. O que os une, claro, é a lógica do lucro, do trabalho, da produção e do desenvolvimento. Mas o que os diferencia é o entendimento de cada um sobre o próprio sentido, a causa, o propósito e a finalidade desse lucro. A minha "provocação" foi no sentido de tentar dizer que o lucro de uma empresa é sim fruto do trabalho, do investimento, dos riscos e da gestão do empresário, mas é também fruto do trabalho dos empregados e dos consumidores que, em última análise, são quem sustentam tal lucro. E que, portanto, diante de uma situação emergencial como essa da pandemia, seria no mínimo amoroso, justo e até inteligente que ao menos 1%, a menor parte inteira possível do lucro líquido (aquele que sobra depois de descontadas todas as despesas) do ano passado de uma empresa fosse destinado a socorrer as vidas justamente de seus empregados e consumidores. Estou falando de quem teve lucro líquido, sobra, em 2019. Sei que grande parte não teve e sei também das dificuldades de se abrir e manter uma empresa no Brasil. Diante da perspectiva de perda de lucro, alguns empresários se solidarizaram com os menos favorecidos, outros não. Assim como todos nós. Mas é importante dizer, e triste também, que mesmo muita gente, muita empresa estar doando e ajudando das mais diversas formas, uma pequeníssima minoria aderiu à essa ideia de ficar com 99% de sua "sobra" líquida e distribuir 1% restante dela. Estou falando de apenas cinco empresas.

Além de mobilizar empresas nesta grande ação solidária, o que mais tem feito no momento?
Bom, esse movimento da Lista Fortes Brasil me exige um bom tempo de trabalho. Fora isso, tenho estudado (ainda antes da pandemia havia ingressado numa faculdade a distância de Biologia), pintado e feito pequenos reparos na casa, cozinhado, ouvido música, visto filmes, lido e tentado dar uma organizada nas pendências práticas e burocráticas, que não são poucas e estavam bem atrasadas.
 
Você acredita que as pessoas passarão a pensar e agir diferente após a pandemia? 
No começo, achava que sim. Agora, ando meio desacreditado disso. O fim do isolamento não será brusco, mas gradual. Talvez alguns pequenos aprendizados ainda durem um tempo, mas aos poucos as coisas vão voltar ao normal, infelizmente. Porque o normal não era o normal. O estilo de vida que levávamos antes disso começar estava deixando o planeta e a humanidade doentes. A natureza é muito rápida em sua recuperação e deu novamente provas disso, nos mostrando que. se a gente deixar, ela dá sozinha um jeito de resolver a sobrevivência do planeta. Mas as pessoas não estão nem aí. Acho que vai ser uma correria desenfreada para correr atrás do "prejuízo", uma pena! Vamos perder uma grande chance, talvez a última, de entendermos de fato o tamanho da nossa fragilidade. Se depois de passadas algumas poucas décadas de eventos históricos tenebrosos, que prometiam mudar para sempre a humanidade, pessoas já começam a defender a volta de coisas como a ditadura, o nazismo, o fascismo e a escravidão, porque acreditar que agora seria diferente? Por outro lado, quem vai dizer se o mundo vai mudar ou não somos nós. Nós é que decidimos isso. Então, ao invés de ficarmos pensando em como será o mundo pós-pandemia, como se isso não dependesse de nós, talvez seja mais eficiente começarmos agora a agir da maneira que queremos que o mundo seja pós-pandemia.

Que lição tudo isso trouxe pra você e para a sociedade?
Que esse sistema sobre o qual nos fizeram acreditar que era seguro nos apoiarmos, não é nem de fato seguro. Que estamos, como sempre fomos, absolutamente vulneráveis. Ou inventamos uma outra forma de existir e de coexistir com o planeta, ou estamos perdidos.

Quais os planos para depois que tudo isso passar?
Andar pelas ruas, reaprender o valor do fora, do convívio, do contato físico, do abraço. Estrear minha peça, que foi cancelada uma semana antes de sua estreia. Estrear meu filme, cuja estreia também foi adiada. Ir visitar meu filho, minha neta, meus pais e meus amigos.

Incentivo ao empreendedor

Nesta segunda-feira, 11, das 11 às 12h, o Sebrae, em parceria com a Dell Technologies, promove o evento virtual e ao vivo Tecnologia e Produtividade – Como otimizar a TI e alavancar seus negócios on-line de qualquer lugar. A iniciativa tem o objetivo de compartilhar conhecimento, boas práticas e dicas para ajudar os empreendedores a vencerem o atual cenário de dificuldades.

Incentivo ao empreendedor II

Entre os temas que serão abordados estão como fazer a gestão de pessoas remotamente e ser cada vez mais produtivo no modelo de trabalho Home Office; como otimizar os negócios por meio de plataformas de e-commerce; e estratégias para buscar linhas de crédito para alavancar os negócios em meio à crise. Para participar, é só fazer a inscrição.

Missa para as mães

Neste domingo, às 11h, o Shopping Bosque Grão-Pará, em seus perfis no Instagram e no Facebook, vai transmitir, ao vivo, a missa do Padre Reginaldo Manzotti, direto do Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe, em Curitiba. A ação faz parte da campanha “Bosque em Casa”. Além de presentear as mães com um momento especial, pretende arrecadar cinco toneladas de alimentos não perecíveis para doação a instituições de caridade.

Compre Local

É o nome da plataforma gratuita, criada pela Stone em parceria com a Collact, para fomentar o comércio de bairro. Qualquer lojista com interesse em vender a distância, incluindo autônomos que não possuam CNPJ, pode se cadastrar em comprelocal.stone.com.br. No mesmo endereço eletrônico, já disponível no Pará, os consumidores podem visualizar os estabelecimentos cadastrados e fazer os pedidos por meio do WhatsApp, plataformas de delivery ou mesmo pelo perfil do Instagram.

Pílulas Digitais

Francy Rodrigues dá dicas sobre lives no Instagram. Confira!

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