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Sob coordenação do Departamento de Marketing do Grupo Liberal, aborda os temas relacionados à economia, negócios, tecnologia, comportamento e áreas afins. Publicação aos domingos, terças e quintas. A coluna recebe sugestões pelo e-mail maisliberal@oliberal.com.br.

Luiza Helena Trajano, do Magalu, é a entrevistada do Papo Liberal deste domingo

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Luiza Helena Trajano (Divulgação)

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A Mais Liberal conversou com Luiza Helena Trajano, presidente do Conselho do Magazine Luiza e do Grupo Mulheres do Brasil, que lançou, esta semana, o movimento"Unidos pela Vacina", para tentar viabilizar a vacinação de todos os brasileiros até setembro deste ano. Ela fala sobre empreendedorismo e reflexos da pandemia. Confira!

As iniciativas e decisões do Magazine Luiza relacionadas à pandemia foram muito elogiadas. Quais os maiores acertos? Faria algo diferente?

Fico feliz com essa avaliação. Tivemos muito cuidado nas decisões e, desde o início, uma preocupação muito grande com a saúde dos colaboradores e clientes. Também, desde o começo, decidimos participar do programa “Não demita” e fizemos uma rápida abertura de nosso marketplace para os pequenos e autônomos que não tinham nenhum tipo de venda virtual, que foram de grande impacto para a sociedade. Difícil dizer se faríamos algo diferente, pois ninguém sabia como lidar com o vírus. Tudo foi um aprendizado.

A senhora é presidente do Mulheres do Brasil. Como funciona a atuação do grupo?

Já somos mais de 75 mil mulheres, que estão formando o maior grupo político apartidário do país, focando em diversas causas que precisamos discutir para avançar. Acreditamos que somente com a sociedade civil organizada é possível pressionar para haver várias mudanças estruturais em nosso país. Convido as mulheres a entrarem. Qualquer uma pode participar. Basta acessar o site mulheresdobrasil.org.br, conhecer nossas causas e ingressar.

A senhora afirmou que, “sem uma cultura digital, não vamos sobreviver”. O empreendedor já assimilou isso?

Em 2019, fiz uma série de vídeos para as minhas redes falando sobre a cultura digital, entrevistando desde especialistas até pequenos empresários que utilizavam bem o digital. Percebi que iria demorar um pouco mais do que esperava para essa cultura pegar. Mas a pandemia foi um grande choque e quem não estava preparado teve que agir muito rapidamente para sobreviver.

Em entrevista ao ‘Conversa com Bial’, a senhora defendeu o SUS. A sua visão em relação ao Sistema era a mesma antes ou mudou com a pandemia?

Faz quatro anos que o Mulheres do Brasil estuda e defende o SUS, que é o melhor sistema de saúde do mundo, extremamente inclusivo. Já sabíamos disso, mas a pandemia fez a população entender a sua verdadeira função e perceber que o sistema é muito bom. Falta gestão, mas a sua concepção é excelente e temos que defendê-lo.

Nas redes sociais, o programa de trainee 2021 do Magazine Luiza exclusivo para negros foi acusado, por alguns, de ser racista e ilegal. Como a senhora avalia essas críticas?
 
Foi um programa realizado para corrigir uma distorção dentro da nossa empresa. Prezamos pela diversidade, verificamos a falta de líderes negros nos cargos executivos e entendemos que o trainee é uma porta de entrada para esses cargos. Por isso, resolvemos fazer uma ação afirmativa para corrigir essa falha. Muitos falaram em racismo reverso, o que não existe. Nosso país tem uma dívida racial gigantesca e qualquer ação afirmativa para promover o acesso que sempre foi negado por meio de um racismo estrutural, seja por cotas ou programas específicos, deveria ser praticada por toda a sociedade.

Quais aprendizados ficarão para pessoas e empresas no pós-pandemia?

Ninguém pode sair do mesmo jeito que entrou na pandemia. É impossível não termos aprendido como pessoas, empresas e sociedade com esse terrível vírus que mudou o mundo rapidamente. Espero que essa reflexão nos leve a mudanças profundas e, claro, para melhor.

NOTAS: 

Aquecimento da economia
A Junta Comercial do Estado do Pará (Jucepa) registrou um total de 7.720 empresas abertas e 1.820 fechadas no último mês de janeiro. O número superou o do mesmo mês em 2020, com 6.341 aberturas e 2.365 encerramentos. A capital foi a cidade com maior constituições no estado, 1.789, seguida por Ananindeua, 595; Parauapebas, 323; Santarém, 322; e Marabá, 274.

Inscrições prorrogadas
Belém é uma das cidades contempladas com vagas disponíveis para o “Plante o Futuro”, programa de estágio técnico mantido pela Suzano. São mais de 150 posições ofertadas para alunos que concluírem o Ensino Técnico até abril de 2022. Além do nosso estado, há vagas também em São Paulo, Ceará, Bahia e Espírito Santo. Os interessados podem se candidatar pela plataforma jobs.kenoby.com/estagiotecnico.

Solidariedade
A Assembléia Paraense arrecadará, até o dia 23 deste mês, doações para as famílias atingidas pelo incêndio que destruiu uma vila de casas, no bairro da Cremação, na última semana, em Belém. Roupas, produtos de higiene pessoal, alimentos, vestuário, materiais de cama, mesa e banho podem ser entregues no Departamento de Esportes da AP.  

Turismo
Inaugura neste domingo, 14, em Salinópolis, o Salinas Exclusive Resort, empreendimento que faz parte do complexo da GAV Resorts. Localizado próximo à praia do Atalaia, o novo centro de hospedagem e lazer abre as portas dentro do prazo de entrega estimado, apesar dos reflexos econômicos da pandemia, sendo uma grande aposta da empresa especializada em resorts de alto padrão.

Adeus, sacolas plásticas
Sancionada ainda em 2019, entra em vigor no Pará, a partir deste domingo, 14, a lei 8.902, que extingue o uso de sacolas 100% à base de petróleo em supermercados. O estado será o segundo a adotar a iniciativa. O primeiro foi o Rio de Janeiro.

Adeus, sacolas plásticas II
A Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (ASSERJ) foi quem forneceu orientação e acompanhamento da implementação da medida junto aos estabelecimentos fluminenses. Agora, prestou auxílio técnico na formatação da lei para outras associações estaduais, como a paraense.

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