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Sob coordenação do Departamento de Marketing do Grupo Liberal, aborda os temas relacionados à economia, negócios, tecnologia, comportamento e áreas afins. Publicação aos domingos, terças e quintas. A coluna recebe sugestões pelo e-mail maisliberal@oliberal.com.br.

Eleições nos EUA, valor dos novos iPhone e estímulo à economia

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A Mais Liberal conversou com Ribamar Braun, mestre em Ciência Política e doutorando em Psicologia Social pela Universidade John Kennedy, sobre as eleições nos Estados Unidos e perspectivas para o Brasil com o novo presidente. 

 (Divulgação)


O que a vitória do novo presidente dos Estados Unidos representa para o Brasil, em especial para a Amazônia?
 
Com a vitória que está sendo apontada, do Joe Biden se consolidando no pleito americano, com certeza teremos mudanças drásticas no sentido, inicialmente, da política internacional. Enquanto senador, ele era representante do Comitê das Relações Internacionais e sempre defendeu uma abertura maior da economia americana, no sentido global e com a América Latina, fortalecendo laços econômicos e melhorando o fluxo de mercado. Então, o Brasil, nesse caso, teria um pressuposto positivo, por conta do olhar diferenciado para a América Latina dos Democratas em relação aos Republicanos. Além disso, temos também a condição do Brasil em relação à biodiversidade amazônica. Biden, enquanto vice-presidente dos Estados Unidos durante o governo de Barack Obama, foi a favor do acordo de Paris e de acordos internacionais ambientais e isso favoreceria, no caso, a uma política internacional maior no sentido de influenciar o Brasil a tomar mais decisões de caráter de defesa do meio ambiente. É bom lembrar que, nesse cenário com Joe Biden como presidente, devido à relação do presidente do Brasil Jair Bolsonaro com o presidente Donald Trump, não teve muito retorno, inicialmente. Então, de fato uma mudança política mais ampla não traria grandes transtornos, pelo contrário, teríamos alguns benefícios.

Quais os impactos econômicos para o Brasil com o novo presidente?

Economicamente, o Brasil vai precisar, num primeiro momento, adequar-se à nova política econômica dos Democratas, que é bem diferente dos Republicanos, sendo mais abertos ao comércio latinoamericano. O Brasil já vem passando por muitas dificuldades devido aos impasses ambientais que teve com a Europa, criando alguns cortes nas relações comerciais com o continente. Em relação aos EUA, o país vinha passando por uma reformulação, diminuindo as relações com a China e com os membros do Brics, além do Brasil, Rússia, China, Índia e a África do Sul, e vinha se aproximando mais dos Estados Unidos, não tendo os retornos econômicos esperados. Acredito que, com o Joe Biden, o Ministério das Relações Exteriores no Brasil vá repensar mais nessas relações. É típico da política dos Democratas ampliar essas relações comerciais. Isso aconteceu com o Barack Obama, Bill Clinton... Então, espera-se o mesmo com o Biden. Na verdade, o Brasil só vai melhorar economicamente se o novo presidente se readequar. Já é claro que a escolha do novo presidente vai enfraquecer a relação do Brasil com os EUA, mas no futuro próximo, nós teremos benefícios, com relação ao novo presidente (americano).

Quais as expectativas com relação às questões ambientais, uma pauta atual no cenário, sobretudo por conta das queimadas na Amazônia? 

Neste aspecto, a política norte-americana é historicamente muito decisiva. Desde o governo George W. Bush, republicano como Donald Trump, que não assinaram nenhum acordo nem fizeram grandes investimentos no cenário ambiental global, como o protocolo de Kyoto, que não participaram. Já no atual governo brasileiro, veio uma política de aversão à questão ambiental e isso vem gerando, como consequência, ampliação das queimadas na Amazônia, o que gerou impactos econômicos negativos em relação à Europa. Mas é importante lembrar também que, com essa possível nova política de Biden, o Brasil vai precisar se readequar, porque será um ‘novo país’ pressionando ambientalmente. O que se espera é que, sem essa aliança de princípios antiambientais, vá haver uma mudança bem profunda, não só com o acordo de Paris, mas da importância que a Amazônia tem para o mundo. Também é importante lembrar das relações de exportações que o Brasil tem e o Pará, principalmente, com grandes exportadores de minérios do mundo. E que os governos democráticos também são mais abertos à diminuição de tarifas alfandegárias, o que aumentaria ainda mais os laços comerciais no Brasil em relação à exportação de minérios, levando em consideração que, nos últimos anos, a maior demanda acabou indo para a Ásia, justamente pela dificuldade de acordos econômicos com o governo de Trump.

Como você avalia a relação entre Brasil e Estados Unidos nos últimos anos?

Pegando a conjuntura do século XXI, avalio que o Brasil teve os períodos mais fortes de crescimento durantes os governos democratas. Foi durante o mandato Barack Obama que o país mais teve possibilidade de desenvolvimento e abertura econômica. Lembrando que, no segundo pleito do governo de Obama, Biden era seu vice-presidente, e a abertura econômica se intensificou ainda mais. Vale destacar que o Brasil é um global trader, uma nação com fortes relações comerciais com todo mundo, principalmente por conta da condição do Brasil como líder do Mercosul e pelo país ser precursor das relações internacionais sulamericanas com a América do Norte, Europa e Ásia, principalmente. Nesse sentido, nos últimos anos, veio aumentando às relações comerciais com EUA. Mas essa aproximação não trouxe retornos favoráveis. A reciprocidade das relações internacionais não ocorreram, por exemplo, na questão de vistos. Então, por conta dessa frágil relação, construída na atual presidência, acredita-se que no governo de Joe Biden isso vá mudar, porque. independente da liderança política do executivo, o Brasil tem fortes relações comerciais bilaterais e multilaterais com os EUA, que poderão se fortalecer com o novo governo e mudar um pouco esse quadro de estagnação nos fluxos comerciais entre Brasil e EUA e, consequentemente, do Brasil com o mundo.  

O que esperar com o novo Governo americano? 

Se consolidada a vitória de Joe Biden, acredita-se que o novo governo vá trazer uma perspectiva de mais abertura política, derrubando mais ideias ultranacionalistas, misóginas, racistas e antiétnicas, que vêm se apresentando no mundo e Donald Trump era um desses representantes. Os EUA, por serem a maior economia do mundo, são uma nação com relações comercial, política e ideológica muito fortes com todo o planeta. Por se também um grande líder do modo de produção capitalista no mundo atual, e dessa relação de interdependência econômica que nos encontramos no momento, buscar uma política mais flexível e empatia do possível presidente Joe Biden vão trazer possibilidades maiores para o mundo em relação a uma flexibilidade da forma de pensar e, naturalmente, uma onda de derrubada de governos ultranacionalistas. Então, acredito que o governo de Biden vem para oxigenar novamente os ares das ideologias flexíveis, principalmente no combate às políticas que mais foram contundentes nos EUA, em relação a questão do negro, à questão da migração com a América Latina, além de condições de melhoria da própria situação da pobreza nos EUA, que vinha crescendo nos últimos anos.
 

iPhone 12

A Apple anunciou os preços da sua mais nova linha de smartphones para o mercado brasileiro. Os valores variam de R$ 6.999 a R$ 13.999 entre os quatro modelos divulgados pela marca em setembro. A data de lançamento por aqui é 20 de novembro. A pré-venda dos aparelhos começa nesta sexta-feira, 13.
 

Estímulo à economia

Vai até 17 de novembro a isenção do pagamento para obter certificados digitais do tipo e-CPF, token A3, com validade de três anos, pela Junta Comercial do Pará (Jucepa). A ação, que iniciou em setembro, disponibilizará 1.000 certificados sem custos ao empreendedor.
 

Estímulo à economia II

Podem requerer a gratuidade no certificado digital empresas de toda natureza jurídica, incluindo Limitada (LTDA.), Empresário Individual por Responsabilidade Limitada (Eireli), Sociedade Anônima (S/A), empresa pública, Empresário Individual (EI) e Sociedade Cooperativa. Até o momento, a Jucepa já concedeu  a isenção a 323 empresas recém-abertas.
 

A alimentação dos pequenos

Estudo realizado pela área de Inteligência de Mercado do Grupo Abril, sob encomenda da Danone, identificou particularidades dos hábitos alimentares das crianças no Brasil. Segundo a pesquisa, seis de cada dez meninos e meninas têm resistência a experimentar novos alimentos e consomem poucos produtos in natura. Foram ouvidos mais de 1 mil pais de crianças de até dez anos de idade, em entrevistas entre maio e junho.
 

A alimentação dos pequenos II

Para os pais, os principais desafios em relação à alimentação são ofertar uma dieta saudável e balanceada (71%); manter o consumo adequado de frutas, verduras e legumes (66%); conciliar o momento da alimentação infantil ao da família (29%); e equilibrar alimentos saudáveis e regras mais flexíveis (25%). Por conta desse último aspecto, crianças brasileiras têm desenvolvido cada vez mais problemas como má nutrição, anemia e obesidade.
 

 

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