Falência generalizada Linomar Bahia 15.03.26 8h00 Às vésperas de mais uma eleição, os brasileiros têm mais o que lamentar do que a festejar, como deveria ser diante do representativo do processo democrático. Ao longo de tantos séculos, nenhuma das evoluções, sejam culturais ou tecnológicas, tem se mostrado capaz de transformar em realidade os preceitos herdados das praças atenienses. Pelo contrário, a cada pleito tem se repetido uma espécie de “mais dos mesmos” nomes, sobrenomes e afins nos hábitos e práticas atualizados nos métodos e personagens. E vem a questão: Com quantos escândalos, revoluções e guerras se constroem uma Nação? Ao longo dos mais de 500 anos desde o descobrimento ainda parecem não haver ocorrido quaisquer solavancos institucionais e políticos capazes de solidificar uma crosta capaz de resistir às chuvas e trovoadas que provocam destelhamentos, inundações e alguns desconfortos. Contudo, logo são recompostos e prontos para novas ações que, apesar de sempre mais intensas e aparentemente mais danosas, retomando os mesmos caminhos. Quantos têm se deixado iludir pela expectativa de que “agro vai” amargam a frustação da recaída generalizada, alimentada principalmente pela recorrência dos mesmos praticando os mesmos atos, aprimorados nas estratégias e aditivados pelos avanços tecnológicos, no que já se inclui a Inteligência Artificial. Ouvi, recentemente, numa roda de conversa, um toque da desesperança geral, resumida na frase de que “somente uma hecatombe, que dizimasse a tudo, a fim de que novas gerações começassem o país do “zero”. Sentimento assim chegou a dominar o Brasil do bem, quando explodiu o escândalo do “mensalão”, ampliando e ganhando dimensões universais com a operação “lava-jato). A revelação do assalto bilionário aos cofres públicos e a prisão de “colarinhos brancos”, inclusive presidente da República, animava a torcida para que o país, finalmente, poderia passar a trilhar um caminho de desenvolvimento econômico e social, com a aplicação das montanhas de dinheiros desviados naquilo de que os brasileiros tanto padecem e lhe faltam. Como ensina a sabedoria popular, “alegria de pobre dura pouco” não demoraram a entrar em ação as “forças ocultas”, denunciadas por Jânio Quadros, entre os motivos da renúncia à Presidência da República, em agosto de 1961, apenas seis messes após a posse, sem que se entendesse direito. E tudo foi invalidado, incluindo devolução de direitos, de dinheiros confessados como propina e prisões desfeitas, em procedimentos semelhantes aos que ora ocorrem, igualmente a caminho dos mesmos destinos, até a próxima. Há uma falência generalizada, entre quem quer punir os ilícitos que surgem e aqueles ingressados em salvar as ilicitudes, ensejando a crença de que todos são culpados e cúmplices. Enquanto sobrevém uma quebra de confiança institucional pela sociedade, passou a frequentar a expectativa de que os tentáculos dos fatos possam estar despertando o interesse internacional, o que implicaria em alguma forma de intervenção nos sistemas nacionais, a pretexto de corrigir distorções institucionais como ocorreu na Venezuela. Linomar Bahia é jornalista e escritor, membro da Academia Paraense de Letras e da Academia Paraense de Jornalismo Assine O Liberal e confira mais conteúdos e colunistas. 🗞 Entre no nosso grupo de notícias no WhatsApp e Telegram 📱 Palavras-chave colunas linomar bahia COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA Linomar Bahia . Desculpe pela interrupção. Detectamos que você possui um bloqueador de anúncios ativo! Oferecemos notícia e informação de graça, mas produzir conteúdo de qualidade não é. Os anúncios são uma forma de garantir a receita do portal e o pagamento dos profissionais envolvidos. Por favor, desative ou remova o bloqueador de anúncios do seu navegador para continuar sua navegação sem interrupções. Obrigado! ÚLTIMAS EM LINOMAR BAHIA Linomar Bahia A vida como ela é 07.09.25 8h00 Linomar Bahia Nova ordem 30.08.25 8h00 Linomar Bahia Que histórias serão contadas? 24.08.25 8h00 Linomar Bahia Entre dúvidas e incertezas 27.03.25 17h48