Linomar Bahia

Jornalista e radialista profissional. Exerceu as funções de repórter, redator e editor de jornais e revistas, locutor, apresentador e diretor de emissoras de rádio e televisão. Articulista dominical de O Liberal há mais de 10 anos e redator de memoriais, pronunciamentos e textos literários. E-mail: linomarbahiajor@gmail.com

Estava escrito

Linomar Bahia

Sempre que acontecem fatos anormais, particularmente de origem natural, logo buscamos justificativas e explicações que, entretanto, implicam em diferentes e, não raro, contraditórias interpretações. Tamanha variação de repercussões, quaisquer sejam as consequências, dificilmente convergem para um pensamento único. Restam muitos desafios e questionamentos, nas tentativas de extrair lições, possíveis de evitarem ou minimizarem perdas humanas e materiais em próximos episódios. Mas se revelam, contudo, pontualmente deficientes, diante das características peculiares a cada momento e nas surpresas de cada ocorrência.

Tanto quanto as epidemias, a exemplo da que ora atinge gregos e troianos em todo o mundo, tsunamis, erupções vulcânicas e terremotos suscitam históricos embates, sempre opinativos e nunca conclusivos, no eterno desencontro entre as visões da ciência e os conceitos da religião, divergência incontornável, corespondendo ao que o filósofo austro-húngaro Rodolf Steiner, que viveu entre os anos 1861 e 1925, denominou de "antroposofia". Enquanto os cientistas pesquisam causas e derramam explicações, mas não encontram formas de impedir os próximos incidentes, religiosos evocam o que estava escrito.nos  textos bíblicos.

Estudiosos e cultores dos evangelhos recorrem às previsões e interpretações do que editaram, principalmente, os apóstolos Marcos, Mateus, João e Lucas. Previam a chegada do homem a marte, o transplante de coração, a ocorrência do que hoje se chama "novocoronavírus", e outras doenças, inclusive uma epidemia mais dolorosa do que a "Peste bubônica", que matou um terço da população da Europa no século XIV, sublinhando “Pois se levantará nação contra nação, e reino contra reino; e haverá fomes, e pestes, e terremotos em vários lugares. Todos estes são o princípio das dores”, referências feitas por Mateus e Lucas.

Há uma listagem das pragas que se têm abatido sobre a humanidade nos últimos 20 anos, a começar pela Ebola, nos anos 1970, no meio da década de 1990, e entre 2000 e 2001, na África, contaminando mais de 1800 pessoas e cerca de 1200 mortos; a SARS, igualmente síndrome respiratória aguda grave, os primeiros casos na China, entre novembro de 2002 e setembro de 2003, afetando mais de 8,4 mil pessoas, mais de 900 mortes, vírus similar ao Covid-19; gripe aviária, causada pelo vírus influenza, do tipo H5N1, registrando, entre 2005 e 2011, 555 casos da gripe no mundo, com 324 mortes, e a gripe suína, em 2009, nos cinco continentes.

Como todas as previsões e profecias, analisadas e interpretadas segundo Lucas, o coronavírus também foi previsto na Bíblia sua ocorrência em vários lugares, juntamente com grandes terremotos, fomes, e pestes. Também ocorreriam outros fenômenos atemorizantes, em meio a grandes sinais emitidos do céu, profecias que  deveriam ser suficientes para não se achar incomum essas situações acontecerem a qualquer tempo. A literatura religiosa enfatiza que não foi prenunciado na Bíblia somente o coronavírus, mas outros que talvez ainda venham a surgir, em maior ou menor gravidade, tentando não alarmar as pessoas.

Enquanto a ciência segue propiciando a cura de doenças e salvando vidas, o mundo vive a realidade do que estava escrito. Muitas conquistas na melhoria da produção e disponibilidade de alimentos, na elevação das qualidades de vida das pessoas e avanços nas técnicas médico-cirúrgicas, têm propiciado a prevenção e cura de inúmeras doenças, antes fatais, elevando a idade média da humanidade. Mas, persiste a frustração de que, não obstante, o mundo continua sofrendo agressões à saúde, por males antigos e novos revigorados, profetizados nos evangelhos, eternizando a dissintonia entre o que a ciência faz e a religião profetiza.

Linomar Bahia
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