Linomar Bahia

Jornalista e radialista profissional. Exerceu as funções de repórter, redator e editor de jornais e revistas, locutor, apresentador e diretor de emissoras de rádio e televisão. Articulista dominical de O Liberal há mais de 10 anos e redator de memoriais, pronunciamentos e textos literários. E-mail: linomarbahiajor@gmail.com

Entre provérbios e credibilidade

Linomar Bahia

Como os pobres e a pobreza somente aumentam no Brasil, aprofundando as desigualdades, sempre haverá quem, de alguma forma, recorra até à blasfêmia, usando o preceito bíblico para extrair proveito político. Com peso significativo no colégio eleitoral, os pobres são vítimas de promessas e migalhas, crentes de que “quem dá aos pobres, empresta a Deus” e também receberem as dádivas multiplicadas, em forma de votos, como fizeram os governos petistas com o “bolsa família”, nova forma de “curral eleitoral”, agora em processo de cooptação por Jair Bolsonaro, através do 13º aos beneficiários, visando a reeleição em 2022.

Diferentes provérbios, extraídos de passagens bíblicas ou nascidos da verve dos pensadores e da sábia filosofia popular, assentam a situações e procedimentos presentes na vida e nas relações humanas. Foi, é e sempre será, assim como era nos primórdios da civilização, exacerbando diferenças, interesses, conveniências, falsidades e traições que tumultuam as disputas de poder e a ambição pelo dinheiro. Qualquer cidadão, medianamente observador, nota a inconformidade dos que desejariam vencer a eleição presidencial, grafada em segmentos da mídia e oportunistas, alijados das tetas da Nação, desde a bola fora das pesquisas.

Ante que me achem “bolsonarista”, informo que votei em Álvaro Dias, mas, fechadas as urnas, vejo notória a distorção com que formadores e influenciadores de opinião tratam a ações governamentais, apesar da relevância significativa na reconstrução do país, reduzindo o tamanho do Estado e sua influência nas atividades econômicas. Pelo contrário, dão ênfase ao que consideram ruim, enquanto escondem ou minimizam o que é bom, como se o governo não tivesse apenas nove meses e recebido a herança maldita de um país devastado pela corrupção bilionária e a destruição de empresas, com os milhões de desempregados no país.

Jornalista há quase 70 anos, nascido e criado profissionalmente sob o signo da imparcialidade como fator de credibilidade, leio e ouço com tristeza a violação da fidelidade aos fatos. A parcialidade midiática põe em xeque a essência do jornalismo, contaminando a liberdade constitucional de expressão e fragilizando um dos pilares da Democracia. Há setores da mídia nacional que podem ficar sem assunto, acaso os ventos mudem e a má vontade sistemática provoque o efeito bumerangue, transformando o acusado em vítima e até o reeleja, como o elegeu, refletindo o provérbio, segundo o qual, “os cães ladram e a caravana passa”.

Observadores mais atentos têm registrado a adjetivação da desaprovação de iniciativas presidenciais como “derrota”, enquanto evitam a palavra “vitória” nas aprovações. Assim foi nos avanços da lei da liberdade econômica, saque do FGTS, redução dos juros nos financiamentos habitacionais, reajuste do salário mínimo, desconto de 70% nas dívidas com o governo, reforma da previdência e na concessão do 13º Bolsa Família, significativo peso político, ao minar a espinha dorsal do “lulopetismo” nos rincões mais pobres, superando o terrorismo na campanha eleitoral de que o benefício seria extinto acaso Bolsonaro fosse eleito presidente.

É só ver e ouvir exemplos de má vontade e torcida contra, forçando situações e induzindo o raciocínio do público no sentido da culpa, responsabilidade ou participação de pessoas e ações governamentais. Em artigo publicado em 11 de setembro último, o autor mordeu e assoprou, ao escrever que “o fenômeno é relativamente raro, mas, de vez em quando, Jair Bolsonaro acerta”. Comentarista de canal fechado, ao registrar suposta indisposição do presidente com Sérgio Moro e o diretor da PF, verbalizou a tendenciosidade, ao destacar a ausência do delegado numa foto, oportunizando provérbios e comprometendo a credibilidade.

Linomar Bahia
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