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LINOMAR BAHIA

linomarbahiajor@gmail.com

Jornalista e radialista profissional. Exerceu as funções de repórter, redator e editor de jornais e revistas, locutor, apresentador e diretor de emissoras de rádio e televisão. Articulista dominical de O Liberal há mais de 10 anos e redator de memoriais, pronunciamentos e textos literários.

Candidaturas "nem, nem ..."

Linomar Bahia

Ensina a sabedoria popular que o Criador nos deu apenas uma boca, para falarmos menos, e dois ouvidos, para ouvirmos mais. Profissionais da comunicação alertam que se expor deve ser como expor-se ao sol - na hora e pelo tempo certos para não se queimar. Ou, na dosagem de medicamentos - se de menos, pode não curar e, de mais, poderá matar o doente. A classe política viveu mais uma dessas concepções, quando o ex-presidente Temer emergiu do ostracismo, ao se proclamar autor da carta de desculpas presidenciais para, horas depois, afundar novamente, forçado a relativizar a autoria do documento e participar de um jantar indigesto.

Como sempre em períodos pré-eleitorais, pululam as previsões dos mesmos desgastados institutos, proclamando resultados contra e favoráveis a possíveis candidatos. A exemplo de registros contábeis, pesquisas têm em comum o fato de se referirem ao passado, o que pesquisadores e contadores justificam ser "retrato de um momento", sem nenhum compromisso com o dia seguinte, quando as amostras  pesquisadas poderão ter mudado de idéia, como as contas podem ter sido revistas. Pesquisas também ainda padecem da credibilidade arranhada, ao errarem no  desfecho, que não se confirmou, na eleição presidencial.

A eles se juntam analistas e comentaristas que pregam mais o que gostariam de acontecer, alardeando preferências eleitorais que a realidade das ruas não confirma, demolindo a credibilidade de cientistas e analistas políticos. Pregações rotuladas de  "esquerda, "direita" e "centro", sem combinar com os "russos" majoritários no país, refletem a desconexão entre a teoria e a prática, sabido que a massa eleitoral sequer sabe o que tais palavras significam, principalmente os mais de 11 milhões de analfabetos, preocupados somente como morar, comer e criar os filhos, ignorando malabarismos de linguagem das colorações ideológicas.   

Há um ano do pleito, as verbalizações oportunistas, ganharam a figura do "candidato nem, nem ...", simbolizado pelos bonecos gêmeos levados às manifestações pelos que "não quererem, nem um, nem outro, contudo sem saber "quem", ensaiando incorporar, entre o "um" e o "outro", a figura do "tercius", sempre lembrada em tempos assim. Como pretensão e água benta não fazem mal, pretensiosos e aventureiros se dedicam a elucubrações, sem análise quanto a persistência das rejeições anteriores, bem como não consultam o respeitável público dos 145 milhões dos "russos" aptos a votarem.

Os "nem, nem..." do momento parecem dispensarem essa aparição, com os candidatos de sempre "negativados" e os novatos sem empolgação. Também se mostram nada animadores os movimentos protagonizados por figuras carimbadas, já arquivados no passado, ou têm rabos de palha passíveis de serem incendiados. Enquanto isso, caminhamos para a eleição de 2022 com candidaturas "nem" desejadas pelos próprios partidários, "nem" aceitos pelos eleitores, pairando, novamente, a possibilidade da opção pelo "não tem tu, vai tu mesmo".

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Linomar Bahia
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