Carlos Ferreira

Jornalista, radialista e sociólogo. Começou a carreira em Castanhal (PA), em 1981, e fluiu para Belém no rádio, impresso e televisão, sempre na área esportiva. É autor do livro "Pisando na Bola", obra de irreverências casuais do jornalismo. Ganhador do prêmio Bola de Ouro (2004) pelo destaque no jornalismo esportivo brasileiro.

Quais as contratações mais promissoras, até agora?

Carlos Ferreira

O Paysandu tem alta expectativa no experiente meia Alex Maranhão. O Remo festeja a volta do meia Douglas Packer. Seriam as contratações mais promissoras para esta temporada? No Papão, tudo indica que sim. Alex Maranhão é um jogador clássico, do tipo que pensa pelo time. Porém, por característica e pela idade (34 anos) não será efetivo na marcação. No Leão, o volante Charles é um atleta com ótimas credenciais para conquistar a torcida azulina. É valente, tem muita força e bons recursos técnicos, principalmente nos chutes de fora da área.

Para ter a assertividade de Alex Maranhão, especialmente nas bolas paradas, Hélio dos Anjos deve estar atribuindo funções específicas a alguém para dar compensação na marcação. Talvez isso explique a entrada do garoto Bruce no amistoso de Barcarena.

 

Campeonato começa de portões fechados

Com o novo gramado de Tucuruí ainda sem condições para jogo, o Independente faz em Cametá o jogo de abertura do campeonato, contra o Castanhal. Ocorre que o estádio cametaense está interditado para o público. Assim, o Parazão 2020 vai ser aberto com portões fechados. 

Esse é um fato emblemático! A cada início do Campeonato Paraense fatos do tipo se repetem, tal o descaso na manutenção dos estádios. O Parque do Bacurau estará de portões fechados, amanhã, porque quem poderia resolver a pendência está em viagem de férias. Por isso, cenário opaco e ambiente insosso para o duelo inaugural entre Galo x Japiim. E o pior é que outros sete estádios do campeonato estão com pendências de laudos.  Descaso generalizado.

 

BAIXINHAS

* Funtelpa repete em 2020 os valores que pagou ano passado aos clubes pelos direitos de transmissão do campeonato estadual. Remo e Paysandu vão receber R$ 745 mil, cada. Os demais, R$ 79 mil, equivalentes a 11% do que leva cada um dos maiorais.

* Na meritocracia os clubes vão dividir R$ 532 mil. Serão R$ 212 mil para o campeão, 159 mil para o vice, 106 mil para o terceiro e R$ 53 mil para o quarto colocado. Além disso, patrocínio do Banpará para todos e o custeio da logística do campeonato.

* Os R$ 745 mil do Remo não vão chegar aos cofres azulinos. O clube comprometeu a verba no Tribunal Regional do Trabalho até 2021, com pagamento de débitos trabalhistas. Um dos principais vai ser quitado este ano. Athos vai sair da folha sete anos depois de uma passagem apagadíssima pelo Leão.

* Papão deve repetir sete ou oito titulares de 2019 na partida contra o Itupiranga: Tony, Micael, Perema, Bruno Collaço, Patrick Oliveira, Nícolas, Vinícius Leite e, talvez, Elielton. Três estreantes: Gabriel Leite, Serginho e Alex Maranhão, com possibilidade também para Bruce, da base.

* Instituto Silvio Meira anuncia a criação da cátedra Miranda Sobrinho de Direito Desportivo. Será formado um grupo de estudos do tema. A iniciativa é inédita no país! Justa homenagem a Miranda Sobrinho, um dos nomes mais importantes da história do desporto no Pará.

Carlos Ferreira
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