Carlos Ferreira

Jornalista, radialista e sociólogo. Começou a carreira em Castanhal (PA), em 1981, e fluiu para Belém no rádio, impresso e televisão, sempre na área esportiva. É autor do livro "Pisando na Bola", obra de irreverências casuais do jornalismo. Ganhador do prêmio Bola de Ouro (2004) pelo destaque no jornalismo esportivo brasileiro.

Parazão: 73 clubes e 21 cidades em 108 campeonatos

Carlos Ferreira

Parazão: 73 clubes e 21 cidades em 108 campeonatos

Itupiranga entra no mapa do Parazão como o 73º clube a entrar e a 21ª cidade a receber o campeonato. A capital domina com 48 clubes na história da principal competição estadual, enquanto o interior chega a 25. Barcarena, Ipixuna e Breves nunca tiveram clubes locais no campeonato, mas entraram no mapa ao disponibilizarem seus estádios para Tiradentes, São Raimundo e Vila Rica, respectivamente.

O Parazão é o principal evento de integração do estado, vencendo as distâncias e todas as demais adversidades da geografia regional. Este ano tem Paysandu, Remo e Carajás pela região metropolitana, Castanhal, Bragantino e Paragominas pela região nordeste, Independente de Tucuruí, Águia de Marabá e Itupiranga pela região sudeste e o Tapajós pela região oeste. Somente as regiões do Marajó e sul estão fora, porém abraçadas pela abrangência que o evento tem com a cobertura da imprensa e envolvimento dos torcedores.

 

Clubes de nomes curiosos na história do campeonato

Disputado desde 1908, o Campeonato Paraense de Futebol já teve clubes com as mais curiosas denominações, como Armazenador, Yole, Paramouth, Itália... O grupo empresarial Yamada teve o seu clube, com o mesmo nome, em três edições do campeonato: 1960, 1961 e 1987. Um clube singular é o indígena Gavião Kyikatejê, que integrou a divisão principal em 2014 e 2015.

O extinto União Esportiva, de Belém, teve 32 participações nas seis primeiras décadas, e conquistou os dois primeiros títulos de campeão, em 1908 e 1910.

 

BAIXINHAS

* A expressão “Parazão” passou a fazer sentido em 1998, com o processo de interiorização, nas entradas do Castanhal, do Águia de Marabá, São Francisco e São Raimundo de Santarém. Mas em 1976/77 houve uma arrojada e insustentável empreitada que colocou no campeonato o Internacional de Alenquer, o Santarém, o Altamira, o Atlético Abaetetubense e o Atlético de Marabá.

* Nesta nova fase da interiorização vem sendo fundamental o patrocínio do governo do estado, com mais de R$ 8 milhões investidos pela Funtelpa, Seel e Banpará. A resposta desse investimento público pode e precisa ser potencializada em favor da cultura, da economia, da educação e da solidariedade. Desafio para os profissionais de marketing!

* O último campeonato estritamente metropolitano foi o de 1979, com Remo, Paysandu, Tuna, Sport Belém, Tiradentes e Liberato de Castro. Em 1980 o Izabelense passou a participar e, ao sair, foi substituído pelo Bragantino como representante do interior.

* Nos últimos 22 anos o interior ganhou São Raimundo, São Francisco, Águia, Castanhal, Cametá, Abaeté, Vênus, Parauapebas, Santa Cruz de Cuiarana/Salinas, Paragominas e agora Itupiranga. E o Independente se transferiu de Belém para Tucuruí. O Galo da Marambaia virou Galo Elétrico.

* Papão com 47 e Leão com 46 títulos estaduais. O Remo disposto a tudo para empatar com o rival. O Paysandu determinado a ampliar a vantagem, até porque está em débito com a torcida.

Carlos Ferreira
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