Papão, que título é esse em disputa contra o Nacional? Carlos Ferreira 20.05.26 14h22 Na contabilidade do próprio Paysandu, começa hoje a disputa do 61º troféu de campeão, depois de 51 títulos estaduais, cinco Copas Verdes, das Séries B, uma Copa dos Campeões, uma Super Copa Grão Pará. Mas essa galeria seria maior se considerada a Copa Norte de 2002 e três torneios internacionais Pará/Paramaribo, que foram competições oficiais. Então, cabe dizer que o Papão começa a decidir o 65º título no futebol profissional, hoje, contra o Nacional de Manaus. Nem se discute a superioridade do time bicolor, embora vindo de uma atuação abaixo do potencial na derrota para o Caxias. Agora, tratando-se de decisão, com cerca de 30 mil torcedores no Mangueirão, o Papão vai jogar em plena mobilização, na sua máxima rotação, com ares de favoritismo. A noite está desenhada para ser bicolor, mesmo com o Nacional disposto a tudo para roubar a festa. Como enxergar o Remo na Série A? Vista pelo todo da Série A, a campanha do Remo pode se resumir pelos terceiros piores números do campeonato. Mas o campeonato muda de cenário se observado em recortes. Por exemplo, nas três últimas rodadas, a melhor fase do Leão Azul (sete pontos), a campanha azulina é uma das três melhores, junto com Internacional e Atlético Mineiro. Nesse recorte das últimas três rodadas o Remo pontuou mais que os nove primeiros colocados do campeonato. O crescimento não é por acaso. O time está em ótima performance física, cada dia mais consistente pela intensidade e pela organização do sistema de jogo, além do excelente estado emocional. Isso tudo estará à prova no dificílimo jogo do próximo domingo, em Belém, contra o Athletico Paranaense, que faz a quinta melhor campanha da Série A. Mas como visitante o Athletico conquistou apenas quatro pontos em 21 disputados. É o 15º na classificação de visitantes e 2º como mandante, enquanto o Remo tem números de penúltimo pior mandante e 10º melhor visitante. BAIXINHAS * Nacional esperando muito da estreia do técnico Júlio César Nunes, tirado do Águia na segunda-feira. JCN enfrentou o Naça ano passado no campeonato amazonense e este ano na Copa Norte. Conhece bem o seu novo time e o adversário também. Além disso, sua chegada renova o entusiasmo do time para essa decisão contra o Paysandu. * No Papão significa muito a volta do volante Caio Melo, cuja ausência foi muito sentida em Caxias do Sul. Time bicolor com força máxima na escalação e na energia competitiva, sobretudo porque a torcida está muito disposta a empurrar o time à vitória. Em 14 jogos como mandante nesta temporada, o Paysandu teve apenas uma derrota: 2 x 0 para o Vasco, além de quatro empates e nove vitórias. * Foi com vitória por 3 x 0 sobre o São Raimundo (dois de Lecheva e um de Sandro), na Curuzu, que o Paysandu tornou-se campeão da Copa Norte em 2002, título que o levou à Copa dos Campeões e à Copa Libertadores. O clube pode reviver nesta decisão contra o Nacional pelo menos o primeiro passo daquele que foi o período mais glorioso da sua história. * Gabriel Taliari está recuperado e pode ser opção de Léo Condé contra o Athletico Paranaense no domingo. É um jogador importante na engrenagem tática pelas possibilidades que oferece com e sem bola, mas que só deve voltar a jogar na sua plenitude depois da Copa do Mundo. Por enquanto, só estará apto para cerca de 20 minutos. Assim mesmo, seu retorno já é um ganho. * Ao sinalizar à CBF que está disposto a bancar os custos do VAR em seus jogos na Série C, o Paysandu potencializa o protesto contra a arbitragem do jogo contra o Caxias e joga para a própria torcida. Só isso! Mesmo que quisesse, a CBF não poderia quebrar o princípio da isonomia: condições iguais para todos os jogos do campeonato, com VAR somente nas duas últimas fases. * Colombiano Viveros, vice-artilheiro da Série A com oito gols (um a menos que Pedro, do Flamengo), é a fera que a zaga do Remo vai enfrentar no domingo. O atleta deverá disputar a Copa do Mundo como uma das principais armas da seleção colombiana. Ano passado, ele passou em branco no Baenão, mas deu um imenso trabalho aos zagueiros azulinos. * Luis Carlos Wink, boa escolha do Águia para substituir Júlio Cesar Nunes. O também gaúcho LCW, 63 anos, tem feito bons trabalhos nas prateleiras de Série D e tem larga experiência. Já são 27 anos de carreira. Como novo comandante do Águia, vai fazer a 42ª estreia dele como técnico no sábado, contra o Imperatriz, no Maranhão. Assine O Liberal e confira mais conteúdos e colunistas. 🗞 Entre no nosso grupo de notícias no WhatsApp e Telegram 📱 COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA Carlos Ferreira . Desculpe pela interrupção. Detectamos que você possui um bloqueador de anúncios ativo! Oferecemos notícia e informação de graça, mas produzir conteúdo de qualidade não é. Os anúncios são uma forma de garantir a receita do portal e o pagamento dos profissionais envolvidos. Por favor, desative ou remova o bloqueador de anúncios do seu navegador para continuar sua navegação sem interrupções. Obrigado! ÚLTIMAS EM CARLOS FERREIRA Futebol Papão, que título é esse em disputa contra o Nacional? 20.05.26 14h22 Futebol Cada vez mais Leão 19.05.26 11h45 Futebol Drama e glória numa noite azul 14.05.26 10h41 Carlos Ferreira Leão em ascensão e Bahia fervendo 13.05.26 14h41