Carlos Ferreira

Jornalista, radialista e sociólogo. Começou a carreira em Castanhal (PA), em 1981, e fluiu para Belém no rádio, impresso e televisão, sempre na área esportiva. É autor do livro "Pisando na Bola", obra de irreverências casuais do jornalismo. Ganhador do prêmio Bola de Ouro (2004) pelo destaque no jornalismo esportivo brasileiro.

Público 'atira pedras' nas bilheterias e executivos vivem à sombra da cruz futebol paraense

Carlos Ferreira

Cada um carregando a sua cruz

Em 55 jogos foram vendidos 180.715 ingressos neste Parazão. Média de 3.286. Mesmo que o Remo venda todos os ingressos para o jogo de domingo, a média de público ficará bem abaixo dos 4.267 do campeonato de 2018. E não será por acaso!

Este ano o maior público do Parazão foi 17.560 pagantes, para Remo x Tapajós. E àquela altura todos lamentavam a interdição parcial do Mangueirão. No entanto, o estádio tornou-se grande demais para este campeonato. Por que isso está ocorrendo? Já faz algum tempo que torcedores do Paysandu estão cada dia mais distantes, como mostram os números decrescentes. Os do Remo começam a dar o mesmo sinal. Isso é resposta para times ruins e também distantes.  Estamos num processo de perdas para todos os segmentos do futebol paraense, uma espécie de “vire-se quem puder”, cada um carregando a sua cruz.

 

O desserviço dos executivos

Executivos , no seu excessivo poder, plantam no Baenão e na Curuzu jogadores indignos das camisas azulina e bicolor, criam mil e uma dificuldades para a imprensa, reduzem a visibilidade dos clubes, em prejuízo dos patrocinadores. Os técnicos completam esse desserviço com sucessivos treinos secretos sem qualquer resultado tático. Sem futebol que valha a pena, em estádios que também não valem a pena, torcedores se afastam. Todos perdem! 

Remo e Paysandu têm errado muito na contratação dos executivos de futebol e pagam caro por isso, como agora com Luciano Mancha (Leão) e Felipe Albuquerque (Papão), cuja produtividade é pífia. O desserviço, que não é só de executivos e treinadores, está dando maus resultados gritantes em campo e nas arquibancadas. Não há como ignorar o calvário, a não ser que objetivo seja a crucificação.

 

BAIXINHAS

* Na contramão dos acontecimentos do nosso futebol, o Bragantino vive o seu sábado de aleluia. O Tubarão tem o que festejar. Sendo eliminado, amanhã, pelo Vila Nova/GO, estará fechando uma campanha extraordinária na Copa do Brasil. Conseguindo a improvável classificação, estará avançando no seu conto de fadas.  Bom lembrar que o Bragantino não tem executivo de futebol. O Independente também não.

* No Galo de Tucuruí , o goleiro Redson, 23 anos, vai emplacando o seu nome, depois de ter sido reserva no Paragominas, no São Francisco e no Castanhal.  A passagem pelo Ypiranga/AP, ano passado, permitiu que ele fosse observado por Charles Guerreiro e resultou nessa titularidade muito bem aproveitada no Independente. A agilidade é o maior atributo de Redson.

* Sem Edno, que se desligou do elenco azulino, Márcio Fernandes compõe o ataque do Remo com Gustavo Ramos, Emerson Carioca e Alex Sandro ou Mário Sérgio. Entra o terceiro atacante e sai o terceiro volante, Dedeco. Isso deve implicar em mais obrigações para os atacantes na primeira marcação, para que o Leão seja mais ofensivo sem ficar vulnerável.

* Ótima repercussão para a homenagem do Troféu Romulo Maiorana para Nad como Personalidade Esportiva. Mais do que nunca, Nad está sendo observado na sua integridade, na importância do seu trabalho como técnico de base no Paysandu, além da trajetória profissional gloriosa. Nad é vitorioso também na luta contra um câncer que lhe tirou 90% do estômago. E assim o baiano de 59 anos segue, desde 1984, dentro das suas grandes paixões: o Paysandu e a cidade de Belém.

* Chuvas em Belém amanhã e domingo, principalmente à tarde. Se as previsões da meteorologia se confirmarem, dificuldades bem maiores para o Bragantino contra o Vila Nova e para o Remo contra o Independente. 

Carlos Ferreira
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