Carlos Ferreira

Jornalista, radialista e sociólogo. Começou a carreira em Castanhal (PA), em 1981, e fluiu para Belém no rádio, impresso e televisão, sempre na área esportiva. É autor do livro "Pisando na Bola", obra de irreverências casuais do jornalismo. Ganhador do prêmio Bola de Ouro (2004) pelo destaque no jornalismo esportivo brasileiro.

Marlon ou Bruno Collaço, quem é melhor?

Carlos Ferreira

Num exercício de comparação individual  de jogadores do Remo e do Paysandu, localizei na lateral esquerda a principal questão: Marlon (Leão) ou Bruno Collaço (Papão)? Dois atletas de muita força física, seguros na marcação e de bons cruzamentos. Se equivalem em quase tudo. Os dois clubes estão muito bem servidos na posição, inclusive de reservas. O Remo tem ainda Ronald e Dudu Mandai. O Paysandu tem Diego Matos.

Nas comparações, soberania de Vinícius, com Paulo Ricardo em ascensão; de Ricardo Luz, Perema, Uchôa, Hélio e Nicolas. Mais que analisar, quero provocar os torcedores nessa fase empolgante dos dois times na Série C. Quem é quem, pra você?

Collaço é titular no Paysandu desde 2019 (Jorge Luiz / Paysandu)

Vacinação, a esperança dos clubes

A estimativa de ganho financeiro em torno de R$ 14 milhões na conquista do acesso à Série B, tanto para o Remo como para o Paysandu, deve ser comprometida pelo demorado processo de vacinação anticovid dos brasileiros, previsto para durar todo o ano de 2021, fase por fase, grupo por grupo.

Obviamente, os clubes vão insistir na liberação de volta gradativa dos torcedores, mas os sinais das autoridades sanitárias são contrários, com o entendimento de que o futebol não só aglomera como transforma comportamentos. A asfixia financeira dos clubes, por força da pandemia, deve durar mais que o esperado. É bom que estejam atentos e se planejem para o que vem por aí.

BAIXINHAS

* Seguidas condenações do Paysandu na Justiça do Trabalho e na Cível vão desafiando a gestão de Maurício Ettinger, 2021 e 2022. Já eram estimados R$ 5 milhões em processos trabalhistas e ontem saiu a condenação de R$ 1.167.000,00 em favor da empresa Ingresso Fácil, que atendeu o clube por cinco anos, até 2016.

* Marlon, do Papão, já construiu o seu crédito e virou esperança bicolor para o quadrangular. Perguntei sobre ele ao comentarista Cabral Neto, da Globo Nordeste. Ele disse que o atleta surgiu no Porto de Caruaru como uma grande revelação, mas não correspondeu às expectativas no Sport e no Oeste. No Paysandu, diz Cabral, "Marlon tem a chance de se tornar o jogador que prometia ser no início da carreira".

* Sobre Augusto, do Remo, Cabral Neto disse  que o atacante chegou ao Santa Cruz depois de grande sucesso no Campinense, mas "não vingou". No América de Natal, este ano, mesmo fazendo gols dividia a torcida. No Remo vem causando boa impressão.

* Tabela da Copa Verde pode dar ao Remo a chance de revanche contra o Santos/AP, se o Peixe da Amazônia passar pelo Gama/DF na fase preliminar. É que em 2017 o time amapaense eliminou o Leão Azul da CV. O Remo vai estrear dia 24 de janeiro. O Papão no dia 23 contra São Raimundo/RR ou Galvez/SC. E o Independente no dia 20, em Manaus, contra o Fast

Carlos Ferreira
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