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Zara emitia sinal sonoro para 'alertar' entrada de 'pessoas fora do padrão' na grife

A revelação veio após a apuração do caso de racismo envolvendo a delegada Ana Paula Barroso

O Liberal

Um inquérito policial revelou que a Zara emitia um sinal sonoro para "alertar" a entrada de "pessoas fora do padrão" na grife.  A revelação veio após a apuração do caso de racismo, envolvendo a delegada Ana Paula Barroso, na loja de um shopping de Fortaleza. As informações são do Estadão.

Segundo o assessor jurídico da Associação dos Delegados de Polícia do Ceará, Leandro Vasques, o caso cabe ação de danos morais. “Vamos aguardar a manifestação do Ministério Público e, paralelo a isso, vamos manejar a ação reparatória de dano moral indenizatória. A assessoria jurídica não descansará enquanto não assistir à reparação deste dano, bem como a condenação do infrator deste crime imprescritível e inafiançável", declarou.

As investigações revelaram que o gerente da loja cometeu uma atitude discriminatória contra a mulher, que é negra. As imagens de segurança mostram o momento exato em que a vítima é abordada e impedida de entrar no local. Ela chegou a questionar se o motivo seria um sorvete, porém, no registro, momento antes e depois da delegada ser impedida, clientes com uso incorreto da máscara e consumindo alimentos circulavam pelo local.

Conforme testemunhas, um sinal de ‘Zara Zerou’ era usado como código. "Ficou constatado que existia este código interno. Então, a partir do momento em que um cliente entrava na loja e a equipe de profissionais suspeitasse da forma de se vestir ou da cor da pele, o código era utilizado e aquela pessoa deixaria de ser um simples cliente para se tornar um suspeito. Existia essa prática discriminatória muito severa, que chocou todos nós", disse a delegada Janaina Siebra.

De acordo a polícia, a loja foi resistente em ceder as imagens e recusou três vezes antes de repassar. Em nota, a Zara Brasil relatou contar com 1,8 mil pessoas de diversas raças, cultura, religião e orientação sexual, além de não tolerar "nenhum tipo de discriminação e para a qual a diversidade, a multiculturalidade e o respeito são valores inerentes e inseparáveis da cultura corporativa. Acrescentou ainda rechaçar "qualquer forma de racismo, que deve ser combatido com a máxima seriedade em todos os aspectos".

 

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