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Tenente-coronel suspeito de matar esposa é aposentado com salário integral de R$ 21 mil

Embora o tenente-coronel tenha sido afastado de suas funções, ele ainda poderá receber uma remuneração substancial

Gabrielle Borges
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A Polícia Militar de São Paulo (PM-SP) decidiu pela aposentadoria compulsória para o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, após ele ser preso sob a acusação de assassinar a esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, com um tiro na cabeça. A portaria que oficializa a aposentadoria foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta quinta-feira (02).

Geraldo, que antes da prisão recebia cerca de R$ 28 mil brutos, o que dá em torno de R$ 15 mil líquidos, deve passar a receber uma aposentadoria de aproximadamente R$ 21 mil brutos, com rendimento líquido estimado entre R$ 15 mil e R$ 18 mil.

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Embora o tenente-coronel tenha sido afastado de suas funções, ele ainda poderá receber uma remuneração substancial enquanto o processo de sua expulsão da corporação, iniciado pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) em 30 de março, segue em trâmite.

O crime

Gisele foi encontrada morta em seu apartamento no Brás, região central de São Paulo, no dia 18 de fevereiro. Inicialmente, a morte foi tratada como suicídio, mas, com o andamento das investigações, a versão foi modificada para feminicídio e fraude processual. Em 18 de março, Geraldo Leite Rosa Neto foi preso preventivamente e está detido no Presídio Militar Romão Gomes.

A mudança na investigação ocorreu após a família de Gisele relatar que ela vivia um relacionamento abusivo, marcado por excessivo controle e ciúmes por parte de seu marido. A polícia refutou a versão apresentada por Geraldo, afirmando que ele foi o responsável pela morte de sua esposa.

(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo sob supervisão de Tainá Cavalcante, editora web de OLiberal.com)

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