Rapaz negro vai ao shopping trocar relógio que comprou e é espancado

Mesmo com a nota fiscal em mãos, o jovem foi abordado e agredido por dois homens

Redação Integrada com informações de Pragmatismo Político

Com a nota fiscal na mão, Matheus Fernandes foi agredido e acusado de furtar um relógio em um shopping na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, na quinta-feira, 6. O jovem, que é negro, foi a uma loja para trocar um relógio que comprou para o Dia dos Pais.

“Fui tratado como se não fosse nada e ainda colocaram uma pistola na minha cabeça”, contou. As imagens divulgadas nas redes sociais pelo primo da vítima mostram Matheus no chão. Ele está imobilizado por um homem de camisa vermelha. Outro homem, de camisa preta, também participa da ação. Pessoas que estavam no shopping e viram a ação apareceram exigindo que o rapaz fosse solto.

O jovem disse que percebeu que estava sendo seguido por homens à paisana e foi abordado por eles dentro da loja Renner, no Ilha Plaza Shopping, enquanto esperava ser atendido para trocar o presente que comprou. Os agressores ainda não foram identificados pela polícia. A loja e o shopping afirmam que os agressores não são funcionários deles.

“Estava esperando pelo atendimento quando ele se aproximou de mim e disse: ‘Vamos ali’. Eu disse que não sairia dali e que não era nenhum ladrão. Fui tratado como se não fosse nada, e ainda colocaram uma pistola na minha cabeça. E por que isso? Porque estou com um relógio bacana sou ladrão? Não sou ladrão, não”, lembrou Matheus, que trabalha como entregador de comida por aplicativo.

Ele conta, ainda, que os homens pegaram o documento dele. “Um deles devolveu minha carteira, mas não meu cartão”, disse.

Pelas imagens, é possível ver que um segurança do Plaza chegou a presenciar a agressão, mas, enquanto o vídeo era gravado, não tomou nenhuma providência. Os agressores só saíram após clientes do shopping reclamarem das agressões.

De acordo com a 37ª DP (Ilha do Governador), foi aberta investigação para apurar o caso e a vítima será ouvida na delegacia. “As imagens do circuito interno do shopping estão sendo solicitadas para que possam ser analisadas. Outras diligências estão em andamento”, informou a Polícia Civil.

Respostas

Renner e Ilha Plaza Shopping divulgaram notas falando sobre o caso. Confira:

Lojas Renner: A Renner informa que repudia e não compactua com qualquer forma de violência e discriminação. Estamos tomando as medidas necessárias para esclarecer o fato e já nos colocamos à disposição do Matheus Fernandes para dar o suporte necessário. A empresa reitera que não teve qualquer relação com o episódio em questão. No processo de apuração interna sobre o caso, ficou claro que os agressores não integram o quadro de colaboradores ou de prestadores de serviço da Renner.

Ilha Plaza Shopping: Os agressores não são funcionários do shopping. O nosso vigilante atuou de forma a controlar a situação. Estamos buscando as informações internamente sobre o que teria acontecido para tomarmos as medidas cabíveis. O shopping repudia a violência e iremos colaborar com as autoridades.

Brasil
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