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Médico anestesista preso por estupro já atuou como ginecologista, obstetra e mastologista

Giovanni Bezerra atuou em pelo menos 10 hospitais do Rio de Janeiro

Carolina Mota

O médico anestesista Giovanni Quintela Bezerra, preso em flagrante por estuprar uma mulher durante cesárea, já atuou em várias áreas da medicina, como clínico geral, ginecologista, obstetra e mastologista. As informações estão registradas no CNES - Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde - e mostram que o médico atuou em sete unidades de saúde na cidade ao longo de três anos de trajetória profissional.

Em três anos de exercício da função de médico, o anestesista atuou em cerca de 10 hospitais públicos e privados. Os hospitais Copa Star e Barra D'Or, Rio Mar e Balbino informaram que o cadastro do médico está suspenso até a conclusão do inquérito. A Unimed-Rio informou que proibiu qualquer atuação do médico em suas unidades. A secretaria de Estado de Saúde (SES) disse que Giovanni prestava serviços há seis meses para hospitais estaduais da Mãe, da Mulher e Getúlio Vargas e que as unidades estão colaborando com as investigações. O Hospital de Clínicas Mário Lioni optou pelo cancelamento imediato do credenciamento do médico como prestador de serviços na unidade. As informações são do portal Extra.

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Giovanni iniciou sua carreira como residente, em 2019, no Hospital Geral de Nova Iguaçu (HGNI), ficando até maio de 2020. O hospital informou que, durante a residência médica, Bezerra esteve assistido e acompanhado por profissionais em todos os procedimentos. O médico continuou prestando serviços para o hospital até fevereiro deste ano.
O HGNI alegou que fará um levantamento dos procedimentos que o médico participou e irá conversar com os pacientes.

Clínica fechada

A clínica do pai de Giovanni Bezerra encontra-se fechada desde o flagrante do médico. Pessoas que preferiam não de identificar informaram que o anestesista consta como sócio da clínica, mas nunca foi visto trabalhando por lá.

A equipe do Extra tentou contato com a clínica, mas não obteve retorno. A clínica permanece fechada, os telefones de contato apenas chamam e, segundo informações, o estabelecimento entrará em reforma sem previsão de término.

A equipe também procurou uma segunda clínica particular em que o médico atuava, mas os funcionários negaram vínculo com Giovanni. Um dos donos do local disse que "o estabelecimento pode ter sido utilizado para pagar plantões do Hospital Getúlio Vargas", mas não quis entrar em detalhes.

(Carolina Mota, estagiária sob supervisão da editora web e OLiberal.com, Tainá Cavalcante)

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