VÍDEO: Influenciadora trans relata agressão após episódio em bar no Maranhão: 'Quero justiça'
Léa afirmou que ficou surpresa com a violência e que pretende buscar justiça pelo caso
A influenciadora digital Léa Reis relatou ter sido vítima de agressão e transfobia após um episódio ocorrido em um bar de Balsas, no Maranhão. O caso ganhou repercussão nas redes sociais neste fim de semana, depois que a criadora de conteúdo publicou um vídeo em que aparece machucada e emocionada.
Segundo Léa, o episódio aconteceu na madrugada deste domingo (9), após ela participar do casamento de uma amiga na cidade. Depois da cerimônia, ela saiu com amigos para conhecer Balsas e foi a um bar.
Em uma publicação no Instagram, a influenciadora afirmou que foi atacada por uma mulher que, segundo ela, não conhecia. Léa relatou ter levado socos no rosto e ficou com ferimentos na boca e nas mãos. “Eu sofri uma transfobia que eu nunca pensei na minha vida”, declarou.
Mulher apontada por Léa apresenta outra versão
A mulher apontada pela influenciadora como responsável pela agressão, a servidora pública Écilla Ahuad Miranda, de 37 anos, apresentou uma versão diferente sobre o episódio.
Por meio de nota, Écilla afirmou que teria reagido após ela e o marido serem vítimas de importunação sexual. A versão apresentada por ela será considerada durante a investigação.
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Busca por justiça
Léa afirmou que ficou surpresa com a violência e que pretende buscar justiça pelo caso. “Eu não entendi o que está acontecendo. Foi uma forma muito agressiva e eu quero procurar justiça”, disse. Em outro trecho do vídeo, a influenciadora reforçou o pedido para que o episódio seja apurado. “Eu fui agredida brutalmente. Todos que estavam lá ficaram chocados. Eu quero justiça de qualquer forma”, afirmou.
Polícia Civil investiga
A Polícia Civil do Maranhão iniciou a investigação. Segundo a delegada Ana Marisa, responsável pelo caso, imagens das câmeras de segurança do bar foram analisadas. De acordo com a delegada, as gravações não indicaram provocação, aproximação ou interação anterior por parte de Léa que pudesse ter motivado a agressão.
A autoridade policial também alertou sobre comentários discriminatórios publicados contra a influenciadora nas redes sociais. “As pessoas precisam aprender a respeitar os outros. Onde não há respeito, entra o Direito Penal, e a responsabilidade criminal deve ser apurada”, afirmou.
A equipe jurídica de Léa informou que o Boletim de Ocorrência foi registrado e que a influenciadora realizou exame de corpo de delito. A defesa também afirmou estar reunindo mensagens e perfis que teriam publicado ofensas ou conteúdo transfóbico para avaliar medidas judiciais.
(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo sob supervisão de Felipe Saraiva, editor web de OLiberal.com)
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