Entenda por que o dono da Choquei virou alvo de operação da PF

Influenciador Raphael Sousa Oliveira é suspeito de atuar na promoção de investigados e movimentações ilegais ligadas a esquema bilionário

Hannah Franco
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O fundador da página de entretenimento Choquei, Raphael Sousa Oliveira, foi preso nesta quarta-feira (15) durante uma operação da Polícia Federal que apura um esquema bilionário de lavagem de dinheiro e transações ilegais no país. A investigação aponta que ele teria ligação direta com integrantes do grupo investigado, incluindo artistas do cenário do funk.

Segundo informações da Justiça Federal, Raphael Sousa Oliveira é suspeito de atuar como uma espécie de “operador de mídia” da organização criminosa. A partir do segundo parágrafo da investigação, ele aparece associado à produção e divulgação de conteúdos favoráveis a investigados, além de promover plataformas de apostas e rifas digitais ligadas ao esquema.

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Segundo a investigação, Raphael era responsável por divulgar conteúdos favoráveis a MC Ryan, promover plataformas de apostas e rifas e atuar na contenção de crises de imagem relacionadas às apurações da Polícia Federal

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A função do influenciador consistiria em divulgar conteúdos favoráveis ao funkeiro e na promoção de plataformas de apostas e rifas, além de potencialmente atuar na contenção de crises de imagem relacionadas às investigações

Qual é a suspeita contra o dono da Choquei?

De acordo com a Polícia Federal, o influenciador teria recebido valores elevados de integrantes do grupo investigado, como MC Ryan SP, Tiago de Oliveira e José Ricardo dos Santos Junior. Em troca, ele atuaria na divulgação de conteúdos positivos sobre esses nomes, além de ajudar a fortalecer a imagem pública deles nas redes sociais.

Ainda segundo a investigação, essa atuação incluía a promoção de plataformas consideradas ilegais e a tentativa de conter crises de imagem envolvendo os investigados, ampliando o alcance das publicações por meio da página, que soma milhões de seguidores.

image Raphael Sousa Oliveira, dono da página "Choquei" (Instagram @raphaelsoux)

Como funcionava o esquema investigado?

As apurações indicam que a organização utilizava uma estrutura complexa para ocultar a origem do dinheiro, com uso de empresas de fachada, terceiros e até movimentações com criptomoedas. O grupo também realizava transações no Brasil e no exterior, além de movimentar grandes quantias em espécie.

Dentro desse contexto, a atuação nas redes sociais seria uma estratégia para legitimar a imagem dos envolvidos e ampliar a visibilidade de atividades associadas ao esquema, como rifas digitais e plataformas de apostas.

O que diz a investigação sobre os demais envolvidos?

Entre os apontados como peças centrais estão:

  • MC Ryan SP, indicado como líder e principal beneficiário financeiro;
  • Tiago de Oliveira, apontado como gestor financeiro;
  • José Ricardo dos Santos Junior, responsável por operações de marketing e circulação de valores.

A Polícia Federal afirma que o grupo movimentou cifras expressivas por meio de atividades ilegais, com indícios de ligação com tráfico de drogas, apostas clandestinas e outros crimes financeiros.

O que acontece agora?

A operação mobilizou mais de 200 agentes e cumpriu dezenas de mandados de prisão e busca em diversos estados. Também foram determinadas medidas como bloqueio de bens, sequestro de patrimônios e restrições a empresas ligadas aos investigados.

As investigações seguem em andamento, e os envolvidos podem responder por crimes como associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

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