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Criança de 5 anos é oferecida em ritual e morre após ter o corpo quase todo queimado

Família da menina e um líder espiritual são apontados como suspeitos pelo crime

Emilly Melo

Uma criança de 5 anos teve quase 100% do corpo queimado após ser oferecida em um ritual de "evocação e incorporação de espíritos malignos" ocorrido em Frutal, no Triângulo Mineiro. A família e um líder religioso são investigados pela morte da menina e foram presos nesta quarta-feira (20). Inicialmente, a suspeita era de acidente doméstico, envolvendo uma churrasqueira da casa dos avós. No entanto, segundo a Polícia Civil, a criança foi queimada viva e morreu no dia 24 de março. As informações são do jornal O Tempo.

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A menina teria sido levada para um ritual de evocação e incorporação de espíritos malignos. "O fato foi noticiado como acidente doméstico, mas após isso recebemos informações que não era acidente doméstico. A intenção das lesões, as circunstâncias e até as versões divergentes que foram sendo apresentadas durante as investigações revelaram que tinha algo oculto", afirmou o delegado Murilo Antonini, durante uma entrevista para uma rádio da cidade.

Jogaram ervas e álcool no corpo da criança. Em seguida, o líder espiritual teria ateado fogo com o uso de uma vela. O corpo da vítima ficou quase 100% queimado. No local do crime estavam os avós, uma tia e a mãe da menina, que também ficaram com queimaduras após tentativas de apagar o fogo do corpo.

"Foram ouvidas várias testemunhas, os médicos que atenderam a menina e a perícia mostraram que não se tratava de acidente doméstico, mas sim homicídio envolvendo familiares e tudo indica que foi praticado durante ritual de evocação e incorporação de espírito", complementou o delegado.

Na operação “Incorporação da Verdade", deflagrada pela Polícia Civil, os familiares e o líder religioso foram presos e submetidos a exames de corpo e delito, mas ainda serão ouvidos. Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, além das prisões.

O delegado afirmou que as prisões valem por 30 dias. Ele disse ainda que falta entender a dinâmica do homicídio e também as motivações para a morte. Na internet circulam informações que a criança estava doente e que o falso líder espiritual teria prometido uma cura durante o ritual, mas essa informação não foi confirmada pela Polícia Civil ainda. 

Na época da morte, a menina foi socorrida ao hospital Frei Gabriel em Frutal, mas foi transferida para um hospital em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, onde morreu.

(*Emilly Melo, estagiária, sob supervisão de Hamilton Braga, coordenador do Núcleo de Política)

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