Corpo de jovem desaparecida é encontrado mutilado

Ela foi raptada pelo ex-namorado enquanto estava em um churrasco e não foi vista desde então

Redação Integrada com informações do G1 e Extra

O corpo de Bianca Lourenço, de 24 anos, desaparecida desde o dia 3 de janeiro, foi encontrado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro nesta terça-feira, 12.

A jovem era ex-namorada de Dalton Vieira Santana, apontado como chefe do tráfico de drogas na comunidade da Kelson's. A vítima tentava se afastar do ex-namorado desde agosto, mas acabou morta.

O corpo foi encontrado mutilado, dentro de um tonel à beira da praia do Fundão, em um ponto atrás do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, o Hospital do Fundão.

A polícia identificou o corpo de Bianca pelas tatuagens.

Testemunhas, que fizeram uma grande campanha nas redes sociais, disseram que ela foi morta por Dalton, que não aceitava o fim do relacionamento. Elas afirmam que Bianca foi morta na comunidade pelo ex-namorado ou a mando ele após a moça postar uma série de fotos de biquíni nas redes sociais dela.

Segundo a polícia, Dalton monitorava os passos da jovem. No dia em que Bianca foi vista pela última vez, o traficante, armado de fuzil, invadiu a casa onde ela dormia aos gritos: "Abre a porta ou eu vou arrombar". Ele foi até o quarto onde a jovem estava, deu uma coronhada na boca dela e a arrastou até um veículo Hyundai HB20 cinza, estacionado na porta do imóvel. O traficante, segundo a polícia, foi avisado pelo braço-direito, Enzo, de que Bianca estava dormindo na casa de amigos. 

Depois de ser avisado por Enzo, Dalton chegou ao local em 30 minutos. Depois de invadir o imóvel e o quarto da moça, ele percebeu que ela estava de biquíni e mandou que ela vestisse uma blusa para saírem de lá. Mas Bianca não lhe obedeceu e disse também que não iria com ele. Foi quando o suspeito de assassinato a agrediu com a coronhada, deixando o rosto da vítima ensanguentado.

Redes sociais

Segundo as investigações, o casal estava separado desde agosto de 2020, a partir da iniciativa do próprio traficante, que, com o ego inflado, acreditava que a moça não aceitaria a separação, o que poderia render a ele mais controle sobre ela por fazer o “favor” de manter o relacionamento.
Mas Dalton não contava que a moça já queria se livrar dele. Depois do término, Bianca postou no Twitter um desabafo, no qual dizia estar feliz por voltar a viver em paz

Não existe nada melhor do que acordar em paz, estar em paz, viver em paz... Não me preocupo com mais nada. Obrigada, meu Deus."

Apelo de pai

O pai de Bianca disse ter conseguido tirar a filha do domínio do ex-namorado na favela. Ela estava morando com ele havia dois meses em outro bairro.

Segundo o pai, o ex-namorado da filha nunca a deixou em paz.

"Tentei tirar ela de todo jeito da favela. Eu já estava ajeitando o quarto dela, as coisas dela.", disse.

O pai, que prestou depoimento à polícia, relatou ter isso à favela para falar com o ex-namorado, mas ele negou o crime e disse que a colocou em um carro e a mandou embora.

"Pedi a ele pra me ajudar se ele pudesse... Se tivesse acontecido, se ele pudesse devolver o corpo da minha filha, que poderia me entregar do jeito que tivesse, que ele poderia me tirar pelo menos a dor de pai, pelo menos de eu poder enterrar minha filha", afirmou.

"Para todos, ele falou que matou ela. Não falou para mim, mas falou pros outros. Falou que tinha colocado ela num carro, e que tinha mandado ela embora. Mentira. Que ela já tinha que estar aqui em casa há muito tempo, se isso fosse verdade", afirmou.

"A gente nunca ficava um dia sem se falar. Ela era a minha única filha. Dei conselhos, disse que arrumaria um lugar para ela ficar em segurança. Foi o que eu fiz. Que pai quer que sua filha se envolva com um traficante? Ela resolveu me ouvir quando percebeu que Dalton a perseguia. Depois que se separaram, ele tentou pegá-la por duas vezes. Numa delas, eu tinha mandado a Bianca para o Espírito Santo e ele foi para a Rodoviária Novo Rio, para lá e para cá, de radinho, conversando com o bando, tentando descobrir em que ônibus ela estava. Um cara foragido andando livremente. Da outra vez, há dois meses, ele chegou a fechar a subida do Viaduto da Penha, na Avenida Brasil, em frente à Marinha. Fez blitz e revistou até os porta-malas dos carros. Bianca tinha acabado de passar por lá. Ele monitorava ela! Não sei como?", contou o pai.

Brasil
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