Suspeito de feminicídio, homem tinha marcado psiquiatra para dia seguinte ao crime

A cena do crime é descrita pelos policiais como “cenário de terror”

Redação Integrada, com informações do Metrópoles

O cirurgião dentista Fabrício David Jorge, de 42 anos, encontrado morto na madrugada dessa quinta-feira (30), é suspeito de cometer feminicídio contra a esposa, enfermeira Pollyanna Pereira de Moura, 35, e em seguida suicídio. Antes do crime, ele havia marcado uma sessão dupla com uma psiquiatra para esta sexta-feira (31), onde iniciaria o tratamento com a companheira, que também foi encontrada morta no apartamento do casal, em Águas Claras. Sem saber do caso, a psiquiatra chegou a ligar para o casal no dia do crime para confirmar a consulta.

De acordo com uma amiga dos dois, que preferiu não ser identificada, Fabrício era uma pessoa “do bem”. “Não tinha histórico de violência doméstica. A Polly ligou para a terapeuta que eu indiquei, ela pediu porque sentiu que ele estava precisando de um acompanhamento. Fabrício era um cara alegre, simpático e gostava muito dela. Para mim, ele não era uma pessoa assim, sabe? O que eu sei era o que ela contava, que era um bom pai e supertrabalhador”, disse.

Segundo as apurações, o homem teria esfaqueado a mulher e cometido suicídio logo depois, com dois cortes, um deles no pescoço. De acordo com testemunhas, o casal era discreto, não tinha filhos, nem histórico de brigas. Uma das moradores disse que, no dia do crime, ouviu “gritos de desespero, gritos de morte. Ouvi e saí no corredor. Quando cheguei perto do apartamento deles, o barulho parou”, contou. Ela lembra que a porta estava entreaberta, mas que não viu sangue ou algo que pudesse indicar um crime.

“Como era de madrugada, e acordei atordoada com o barulho, cheguei até a pensar se só eu estava ouvindo aquilo. Era desesperador, mas ninguém saiu no corredor, ninguém apareceu para ajudar. Como os gritos pararam, fiquei na dúvida do que realmente poderia ter acontecido”, relembra. Ainda durante a madrugada, o homem teria enviado uma mensagem para um amigo dizendo que havia matado a mulher. O material será periciado.

Os militares que atenderam a ocorrência encontraram a vítima ensanguentada, sentada no chão da cozinha. O homem estava deitado, sujo de sangue, com a faca na mão. Próximo a ele, outra faca, também suja. A cena é descrita pelos policiais como “cenário de terror”. Havia sangue espalhado por todo o apartamento, inclusive na cama do casal.

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