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Veterinária aplica injeção em tutora por engano durante atendimento a cachorro

No processo, a tutora pede indenização no valor de R$ 52.357,18 por danos morais e materiais

Gabrielle Borges

Uma mulher acionou a Justiça após receber, por engano, uma injeção que deveria ter sido aplicada em sua cachorra. O caso ocorreu em uma clínica veterinária de Vinhedo, no interior de São Paulo, em janeiro de 2024, mas voltou a ganhar repercussão neste ano após o andamento do processo.

Segundo informações do processo, a tutora levou o animal ao atendimento após perceber que a cadela apresentava dor em uma das patas dianteiras. Durante a consulta, a veterinária avaliou o caso e não identificou fratura ou lesão aparente. Diante da suspeita de uma possível picada de inseto, foi indicada a aplicação de corticoide e antibiótico para o tratamento.

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No momento da aplicação, a mulher segurava a cachorra no colo enquanto a profissional preparava a medicação. No entanto, houve um engano e a injeção acabou sendo aplicada no braço da tutora, e não no animal. Após o ocorrido, a vítima precisou buscar atendimento na Santa Casa de Vinhedo, onde recebeu medicação e foi liberada com prescrição de antibióticos e antialérgicos por um período de sete dias.

Pedido de indenização e nota da clínica

Dias após o ocorrido, a vítima buscou atendimento com um médico infectologista no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, após apresentar sintomas como edema na região afetada, além de calor local, inchaço e dor intensa.

No processo, a tutora pede indenização no valor de R$ 52.357,18 por danos morais e materiais, alegando prejuízos decorrentes do erro durante o atendimento na clínica veterinária.

Em nota divulgada nas redes sociais nesta quarta-feira (27/5), o Hospital Veterinário Pet Son informou que o episódio se refere a um fato isolado, ocorrido em 2024, e afirmou que a situação recebeu acompanhamento e assistência desde o primeiro momento por parte da equipe responsável.

O comunicado também destaca que, por se tratar de uma ação judicial em andamento, a clínica não irá se manifestar sobre detalhes técnicos ou jurídicos do caso neste momento, em respeito ao andamento do processo.

(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo sob supervisão de Tainá Cavalcante, editora web de OLiberal.com)