STF começa a julgar nesta terça-feira (24) réus apontados como mandantes do assassinato de Marielle
O crime foi cometido em março de 2018, no Rio de Janeiro
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começa a julgar nesta terça-feira (24) os cinco réus acusados de ordenar o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. O crime ocorreu em março de 2018, no Rio de Janeiro.
Na noite do atentado, o carro em que estavam Marielle, Anderson e a assessora Fernanda Chaves foi atingido por 13 tiros. Marielle e o motorista morreram no local. Fernanda sobreviveu.
A denúncia foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e recebida pelo colegiado em junho de 2024. Os acusados respondem por homicídio qualificado e tentativa de homicídio. Parte deles também é investigada por organização criminosa.
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São réus no processo:
• Domingos Brazão – conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro;
• Chiquinho Brazão – ex-deputado federal;
• Rivaldo Barbosa – delegado e ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro;
• Ronald Paulo de Alves Pereira – ex-policial militar;
• Robson Calixto Fonseca – ex-assessor de Domingos Brazão.
Domingos, Rivaldo, Ronald e Robson estão presos preventivamente desde março de 2024. Chiquinho cumpre prisão domiciliar por motivos de saúde. Todos negam as acusações.
A investigação avançou após a delação do ex-PM Ronie Lessa, que confessou ter feito os disparos e foi condenado pelo crime, assim como Élcio de Queiroz, apontado como motorista do veículo usado no atentado. O caso tramita no STF devido ao foro por prerrogativa de função de um dos investigados à época.
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