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Sem conseguir andar muito, 'Neymar' morre após intoxicação e infecção generalizada

Debilitada e sem conseguir caminhar, a anta não resistiu

Victoria Rodrigues

Uma anta batizada com o nome do jogador brasileiro "Neymar" foi resgatada na manhã desta segunda-feira (8) pela instuição de animais Núcleo da Floresta (Cras), no bairro Ribeirão das Antas, na cidade de Tapiraí, em São Paulo (SP). Mas, apesar de todos os cuidados possíveis para amenizar os machucados em seu corpo, o mamífero não resistiu aos ferimentos e morreu nesta quarta-feira (10).

O salvamento foi realizado pela educadora ambiental e presidente do Comdema, Patrícia Faria, que teve a criatividade para escolher o nome de "Neymar", com o objetivo de dar mais visibilidade às instituições que atuam na proteção de animais silvestres. "Estamos com força trabalhando na educação ambiental (...) Como estamos próximos da Copa, pensei no jogador brasileiro mais conhecido", explicou Patrícia Faria ao portal G1.

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Os cuidados de "Neymar"

O animal foi resgatado para cuidados após ser intoxicado com chumbo que alguém havia espalhado pelo local como uma tentativa de caça em uma região de São Paulo. Depois de ver a situação da anta, a equipe precisou inicialmente conter o animal com o auxílio de um cambão e fazer uma sedação com o uso de tranquilizantes, já que ele estava bastante debilitado e sem condições de andar por muito tempo.

Segundo informações do biólogo Rafael Mana, do Núcleo da Floresta (Cras), o animal também apresentava perfurações compatíveis com a entrada de projéteis em seu corpo. "As alterações neurológicas que ele apresentava condiziam com intoxicação por chumbo. Infelizmente, não é possível estimar há quanto tempo ele sofreu a tentativa de caça, porque também apresentava uma infecção generalizada", explicou o biólogo.

Com a morte de "Neymar", a especialista Patrícia Faria ressaltou que o órgão realizou um levantamento para identificar o número de animais silvestres mortos pela caça. "Ainda não temos números oficiais, somente casos pontuais informados pela comunidade. Nos últimos 12 meses, o que chegou até nós foram três antas encontradas mortas em Tapiraí", finalizou ao dizer que o documento deve ser entregue até o fim de 2026.

(Victoria Rodrigues, estagiária de Jornalismo, sob supervisão de Vanessa Pinheiro, editora web em Oliberal.com)