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Médico é preso após estuprar jovem em consulta e pedir 'rapidinha', em Belo Horizonte

Em depoimento aos policiais, o médico apresentou versão diferente da relatada pela jovem

Gabrielle Borges

Um médico, de identidade não revelada, de 31 anos, foi preso na noite da última quarta-feira (11) suspeito de estuprar  uma jovem de 18 anos durante atendimento em uma clínica especializada em saúde humanizada, no bairro Santa Efigênia, na região Centro-Sul de Belo Horizonte.

Segundo a Polícia Militar de Minas Gerais, a jovem  procurou a clínica após apresentar fortes dores abdominais. Durante o atendimento, ela relatou os sintomas ao médico, que realizou um exame clínico abdominal completo. Mesmo após a avaliação inicial, a paciente continuava reclamando de dor.

Abuso ocorreu em exame ginecológico

Conforme informado pela corporação, o profissional sugeriu a realização de um novo procedimento, desta vez um ultrassom transvaginal, como forma de complementar a investigação do quadro clínico.

Segundo o relato da vítima à Polícia Militar de Minas Gerais, no início do atendimento o médico teria seguido o protocolo habitual, utilizando um transdutor revestido com preservativo e gel lubrificante para a introdução vaginal, com o objetivo de obter imagens em alta resolução dos órgãos reprodutivos.

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No entanto, segundo a denúncia, durante a realização do exame o médico colocou dos dois dedos dentro da vagina da vítima e a jovem se levantou assustada

Ao questionar a conduta da ação, o médico a agarrou e disse que eles fariam “uma rapidinha”. Após segurá-la, o profissional a virou de costas e esfregou o pênis no local. A mulher lutou contra o abuso e exigiu que o médico entregasse o resultado dos exames, mas ele devolveu apenas um.

Prisão ocorreu em depoimento

Em depoimento aos policiais, o médico apresentou versão diferente da relatada pela jovem. Segundo a Polícia Militar de Minas Gerais, ele afirmou que a paciente teria procurado a clínica sem encaminhamento ou pedido médico prévio.

O profissional confirmou que realizou o ultrassom transvaginal após a jovem insistir nas queixas de dor abdominal e sustentou que o procedimento ocorreu dentro da normalidade. Ainda de acordo com a corporação, ele declarou que a paciente não apresentou “nenhuma intercorrência” após o exame.

O médico também alegou que a paciente teria solicitado uma pomada para dor, mas que não havia medicamentos disponíveis no consultório. Diante das duas versões, a Polícia Militar encaminhou a vítima ao Hospital Municipal Odilon Behrens, onde ela recebeu atendimento médico.

Na sequência, tanto a jovem quanto o suspeito foram conduzidos à Delegacia de Plantão Especializada em Atendimento à Mulher, em Belo Horizonte, onde o caso foi formalmente registrado e segue sob investigação da Polícia Civil.

(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo, sob supervisão de Tainá Cavalcante, editora web de OLiberal.com)