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Enfermeiro compra iPhone pela internet e recebe caixa de chocolates; veja

Ao abrir a caixa entregue com o suposto aparelho o homem foi surpreendido com o que tinha dentro

Riulen Ropan

Um enfermeiro de 35 anos viveu uma situação revoltante após realizar a compra de um iPhone pela internet. No lugar do celular avaliado em R$ 4,1 mil, Rafael Braga recebeu uma caixa de chocolates Bis na encomenda entregue em sua casa, no município de Itapipoca, no interior do Ceará.

O caso aconteceu no último sábado (24) e envolveu uma compra feita diretamente no marketplace Amazon, opção escolhida pelo consumidor justamente pela confiança e segurança associadas à plataforma.

Segundo Rafael, que diz ter o hábito de realizar compras online, ele chegou a pesquisar o aparelho em outros sites, onde encontrou preços mais baixos, mas optou por adquirir o produto vendido e entregue pela própria Amazon, sem intermediação de lojistas terceiros.

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Produto estava lacrado e com código de segurança

No momento da entrega, Rafael informou ao entregador um código de verificação, procedimento adotado como medida de segurança. Ele também conferiu se os dados do destinatário estavam corretos na etiqueta da embalagem, que aparentava estar totalmente lacrada. Apesar disso, algo chamou a atenção logo ao pegar o pacote.

 “A primeira coisa que eu estranhei é que o produto estava leve. Eu sei que hoje em dia não vem mais o carregador, não vem mais outras coisas, meio que poderia ser algo assim. Quando eu abri foi que eu tomei o susto. Tava uma caixa de bombons Bis azul”, relatou.

O iPhone havia sido comprado para a esposa do enfermeiro. O casal planejou a aquisição desde dezembro e parcelou o valor em 12 vezes no cartão de crédito.

Amazon negou reembolso inicialmente

Após perceber o erro, Rafael entrou em contato com a empresa por chat, telefone e e-mail, mas recebeu, durante seis dias, respostas negativas. Segundo ele, a Amazon alegou que o celular havia sido colocado corretamente na embalagem ainda no centro de distribuição.

Em um dos e-mails enviados ao consumidor, a empresa informou que havia analisado o histórico da conta, citando uma ocorrência anterior relacionada à falta de um produto em outro pedido.

A mensagem ainda alertava que, em caso de “atividade incomum”, a conta poderia ser bloqueada ou encerrada.

Cliente explica ocorrência anterior citada pela empresa

Rafael explicou que o episódio mencionado se referia a um cooler para computador, comprado em novembro de 2024 por cerca de R$ 89, que teria sido extraviado durante a entrega. Na ocasião, segundo ele, o reembolso foi feito sem qualquer dificuldade.

Mesmo assim, na quarta-feira (28), ele recebeu dois novos e-mails da Amazon: um informando a negação do reembolso do iPhone e outro reforçando o risco de encerramento da conta por solicitações frequentes de devolução.

Reembolso foi feito após registro de ocorrência

Diante da situação, Rafael registrou um boletim de ocorrência eletrônico na noite da segunda-feira (26) e buscou informações sobre como acionar o Procon e o Juizado Especial Cível. Apesar das orientações, ele não chegou a formalizar a queixa nesses órgãos.

Na manhã da quinta-feira (29), a Amazon realizou o estorno integral do valor pago pelo iPhone. “É um produto muito caro, isso deixa a gente muito mal”, desabafou o enfermeiro.

Abalado com a situação, Rafael contou que se sentiu culpado inicialmente, mesmo tendo recebido uma encomenda aparentemente regular. “Eu fiquei me sentindo culpado, sabe? Pensando: ‘O que foi que eu fiz de errado, será que eu deveria ter feito mais alguma coisa?’. Era uma loja em que eu confiava”, contou Rafael.

Ele afirmou que, em compras feitas em outros sites, costuma gravar a tela durante todo o processo como forma de se resguardar, mas que não fez isso dessa vez por confiar na plataforma.

Consumidor repensa compras de alto valor pela internet

Após o episódio, o enfermeiro disse que pretende evitar compras online de alto valor. “Sinceramente, eu acho que não faço mais compras assim, pelo menos essas de valor mais alto. Comprei com eles justamente por essa questão da segurança”, concluiu.

Entre os materiais guardados por Rafael estão a nota fiscal do iPhone, disponível na conta da Amazon, e a caixa de chocolates, que ele manteve na tentativa de identificar a origem do erro na logística.

(Riulen Ropan, estagiário de Jornalismo, sob supervisão de Vanessa Pinheiro, editora web de oliberal.com)