Detento é morto com 160 golpes de estilete em presídio, em Santa Catarina
Segundo a investigação, três detentos participaram do crime e foram indiciados por homicídio duplamente qualificado
Um detento, identificado como Ramon de Oliveira Machado, de 31 anos, foi brutalmente assassinado com 160 golpes de estilete dentro do Presídio Regional de Araranguá, em Santa Catarina. O inquérito da Polícia Civil de SC (PCSC) foi concluído nesta terça-feira (10).
Segundo a investigação, três detentos participaram do crime e foram indiciados por homicídio duplamente qualificado, considerando motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima. Além disso, os suspeitos responderão por fraude processual, por terem destruído provas relacionadas ao ataque.
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De acordo com a Polícia Civil de SC, Romário havia assumido a autoria do crime logo após o assassinato, mas manteve silêncio durante o depoimento formal na delegacia. As investigações, no entanto, confirmaram que ele não agiu sozinho.
Entenda o caso
De acordo com o inquérito, Ramon de Oliveira Machado estava jogando baralho na entrada do alojamento, onde também estavam outros 27 detentos, quando o ataque começou. Antes da agressão, os três suspeitos se dirigiram aos fundos do alojamento e tiveram uma breve conversa. Em seguida, retornaram ao local onde a vítima estava.
Os envolvidos foram identificados pelos apelidos Ceifador, Fantasma (Jean) e RomárioNesse momento, Ceifador desferiu o primeiro golpe, atingindo o rosto de Ramon, seguido por outro golpe na nuca. Ramon tentou escapar, correndo em direção a uma das camas do alojamento, mas foi alcançado e atacado repetidamente pelos detentos, recebendo ao todo 160 perfurações.
O delegado responsável pelo caso, Jorge Ghiraldo, afirmou que o laudo pericial e os depoimentos confirmaram que os ataques foram realizados com estiletes improvisados.
Tentativa de ocultar provas
Após o assassinato, segundo a investigação, Romário arrastou o corpo até o banheiro do alojamento, onde teria lavado a vítima com água sanitária. Em seguida, jogou as roupas e os estiletes usados no crime no vaso sanitário, dificultando a recuperação das provas.
Os envolvidos permanecem sob investigação das autoridades penitenciárias.
(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo sob supervisão de Tainá Cavalcante, editora web de OLiberal.com)
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