Caso Araceli: acusado absolvido é encontrado decapitado e carbonizado
O crime se tornou um dos mais emblemáticos do Brasil e deu origem ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, instituído em 18 de maio
Um dos principais acusados do Caso Araceli, ocorrido em 1973, Dante de Brito Michelini, de 76 anos, foi encontrado decapitado e carbonizado em um sítio de Meaípe, em Guarapari (Espírito Santo). O corpo foi localizado nessa terça-feira (3). Um dos irmãos de Dante esteve no local e confirmou ser do homem.
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Dante foi um dos três acusados de raptar, drogar, estuprar, matar e carbonizar Araceli Cabrera Crespo, de 8 anos, em Vitória, capital do estado. Ele chegou a ser condenado pelo crime em 1980, mas teve a sentença anulada pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo. Os réus foram absolvidos por falta de provas e o crime, arquivado — os responsáveis nunca foram punidos.
O corpo de Dante estava em uma estrutura incendiada dentro do sítio. Uma testemunha achou a ausência do proprietário estranha e encontrou sinais de destruição na área. A causa da morte segue sob investigação, mas, por hora, é tratada como homicídio pela Polícia Civil.
Até o momento, não há informações sobre onde a cabeça está. A Polícia Civil fará exame de DNA para confirmar a identidade do corpo, mesmo com confirmação do familiar de Dante. O homem era parte de uma família tradicional e influente no Espírito Santo.
O Caso Araceli marcou o Brasil e se tornou um dos mais emblemáticos. Em homenagem à menina, 18 de maio foi instituído como Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, por meio da Lei Federal Nº 9.970/2000.
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