MENU

BUSCA

Avó das crianças desaparecidas em Bacabal faz revelação após 52 dias do sumiço; confira

Desde o desaparecimento de crianças, a rotina da família foi profundamente afetada com abalos físicos e emocionais

Gabrielle Borges

Passados 52 dias do desaparecimento de Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, no quilombo São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal, a avó das crianças falou pela primeira vez sobre o assunto.

Ágatha e Allan desapareceram no dia 4 de janeiro, após saírem de casa acompanhados do primo, Anderson Kauan, de 8 anos, para procurar um pé de maracujá nas proximidades da comunidade. Quatro dias após o sumiço, Anderson foi localizado com vida a cerca de quatro quilômetros do quilombo. Desde então, o caso mobiliza familiares, moradores e forças de segurança.

O que disse a avó das crianças desaparecidas?

Em entrevista ao canal de Paulo Mathias, Francisca Cardoso declarou que não acredita que as crianças permaneçam na região. “Eu creio que no mato eles não estão mais. Alguém levou eles daqui”, disse.

As circunstâncias do desaparecimento das duas crianças seguem sendo apuradas pelas autoridades, enquanto familiares mantêm a expectativa por respostas. Mais de 260 agentes participaram das operações, que já percorreram cerca de 200 quilômetros de áreas de mata fechada, além de trechos do Rio Mearim, lagos e regiões alagadas.

Apesar da angústia pela falta de respostas, a avó das crianças, Francisca Cardoso, reconhece o empenho das equipes envolvidas. “Até agora nenhuma informação. Não é falta de procura, nunca ficou gente sem procurar as crianças. Todos os dias eles estão na busca”, afirmou.

VEJA MAIS

Crianças desaparecidas em Bacabal: polícia trabalha com hipótese de queda em rio
A ausência de pistas materiais dificulta e amplia o mistério em torno do caso na tentativa de esclarecer o que aconteceu com as duas crianças


Desaparecimento de crianças em Bacabal completa um mês; saiba como estão as investigações
A força-tarefa chegou a reunir mais de mil pessoas nas varreduras realizadas na região; irmãos estão desaparecidos desde o dia 4 de janeiro


Marinha reforça buscas por crianças desaparecidas no Maranhão
Uma equipe foi enviada de São Luís a Bacabal nesse sábado (17) e deve chegar no município por volta das 15h


 

Ainda assim, ela sustenta a convicção de que os netos não estejam mais na mata. Segundo Francisca, a intensidade das buscas reforça a suspeita de que as crianças possam ter sido levadas por alguém.

“Do jeito que fizeram essa busca nessa mata todinha, com cachorro, com drone, com helicóptero...”, argumentou. Para a avó, o fato de nenhum vestígio ter sido encontrado até agora levanta dúvidas sobre a permanência das crianças na área onde desapareceram. “Viram que o movimento aqui naquele dia estava pouco, viram as crianças e levaram”, completou.

Impactos emocionais na família

Desde o desaparecimento, a rotina da família foi profundamente afetada. Francisca relata que enfrenta abalos físicos e emocionais diante da incerteza sobre o paradeiro dos netos.

“Eu me desesperei, quase que eu morro, minha pressão subiu. Até hoje eu tô aqui com a minha cabeça doendo, sem poder me alimentar direito”, contou.

Mesmo diante do sofrimento, ela diz manter a esperança de reencontrar Ágatha e Allan com vida. “Passa muita coisa na minha cabeça. Passam coisas boas, passam coisas ruins. Ainda passam coisas boas porque não foram encontrados na mata. Eu creio no meu coração e na minha mente que eles estão vivos, com alguém”, finalizou.

O caso segue sob investigação, enquanto familiares aguardam novas informações sobre o paradeiro das crianças.

(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo, sob supervisão de Felipe Saraiva, editor web de OLiberal.com).