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VÍDEO: Argentina alvo de prisão por injúria racial diz que está 'morrendo de medo' após decisão

De acordo com a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), Agostina Páez teria se referido de forma pejorativa e imitado macacos a um funcionário

Gabrielle Borges

A advogada e influenciadora argentina Agostina Páez, turista que ganhou repercussão por racismo ao "imitar macacos", disse estar “morrendo de medo” depois que a Justiça decretou sua prisão preventiva por injúria racial e gestos racistas contra funcionários de um bar em Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

O caso ocorreu em 14 de janeiro. De acordo com a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), Agostina Páez teria se referido de forma pejorativa a um funcionário do bar chamando-o de “negro” e, ao deixar o local, usou a palavra “mono” (que em espanhol significa “macaco”) acompanhada de gestos imitando o animal.

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A promotoria afirma ainda que ela repetiu as ofensas, utilizando expressões como “negros de m…” e “monos”. Um vídeo registrando os gestos viralizou nas redes sociais, motivando a investigação da Polícia Civil. Agostina nega as acusações e afirma que os atos teriam sido apenas uma “brincadeira” direcionada a amigas.

Argentina recorreu às redes sociais por medo

A declaração foi feita em vídeo publicado por ela nas redes sociais.

“Estou desesperada, morrendo de medo, e faço este vídeo para que a situação que estou vivendo seja conhecida”, afirmou Agostina Páez, que agora também responde como ré no processo. Ela pediu para não ser usada “como exemplo” e disse precisar de ajuda.


Em um story publicado nas redes sociais, Agostina afirmou que existem outros vídeos do episódio e pediu que eles sejam levados em consideração. “Estelionato, fraudes, assédio, perseguição”, escreveu, sem detalhar as acusações.

A Justiça havia determinado o uso de tornozeleira eletrônica. Agostina garantiu que está à disposição das autoridades: “Recebi uma notificação de que há um mandado de prisão preventiva contra mim por risco de fuga, mesmo estando com tornozeleira eletrônica e cumprindo todas as determinações da Justiça”.

(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo, sob supervisão de Felipe Saraiva, editor web de OLiberal.com)