Sob críticas, Mormaço dá esclarecimentos

Frequentadores criticam posicionamento e segurança no dia a dia da casa de shows

Após o baleamento de Vinícius de Moraes, de 20 anos, na madrugada deste sábado (15), a empresa Mormaço Bar e Arte publicou uma nota nas redes sociais. O posicionamento, no entanto, foi muito criticado por frequentadores do estabelecimento, que expuseram um rigor seletivo na segurança do local. E questionaram que o espaço tenha de fato prestado socorro e tomado medidas emergenciais de segurança após o fato. A Polícia Civil pode até solicitar o fechamento da casa.

Na nota, o Mormaço disse que vinha "...a público informar que está tomando as devidas providências quanto ao fato ocorrido em suas dependências, na madrugada do dia 14/12/18 (o fato ocorreu na verdade já no dia 15) e que lamenta profundamente o acontecido, ficando a total disposição das autoridades policiais para maiores esclarecimentos a fim de buscar a identidade do autor do fato".

Ainda no texto, a empresa disse que "...mesmo não tendo participação no ocorrido, prestou todo socorro à vítima que se encontra sob os cuidados do Hospital Metropolitano de Belém sob todo o aparato (que começou desde o hospital da Marinha)".

"Ressalta-se que ao longo de seus 30 anos de existência cultural, o 'Mormaço' nunca esteve envolvido em nenhum ato do tipo sempre priorizando por uma grande segurança e fiscalização na entrada (muitas vezes até criticada por sua rigidez, porém necessária ), mas que infelizmente ontem também foi vítima da violência que assola nosso país. Agradecemos a solidariedade de todos".

Em resposta à publicação do "Mormaço" no Facebook, Rafael Albuquerque Dias reclamou que uma empresa que "...faz vista rigorosa com identificação de menores, deixou passar uma arma". A empresa retrucou dizendo que ocorrem "casos excepcionais".

Vitória Azevedo também criticou a nota do Mormaço, dizendo que se não fossem algumas pessoas que ajudaram Vinícius, ele teria morrido. Vitória disse que era de conhecimento da casa o suspeito estar armado e "mesmo assim deixaram ele entrar".

Outro questionamento foi de Giovanne Franco: "É nesse lugar que ninguém entra sem identidade, mas entra com uma arma. E não foi a primeira vez que aconteceu. Já fui vítima de um cara que se dizia policial que estava na festa que tentou me intimidar na saída da festa com uma arma, simplesmente por eu negar minha bebida pra ele". Novamente, a empresa voltou a dizer que ocorrem "casos excepcionais".

 

Thata Moraes, que se identificou como prima de Vinícius, disse que "O Mormaço não prestou socorro nenhum".  "Parem de querer esconder o que aconteceu, vocês têm que ter mais respeito com a família da vítima. Ou seja, meu primo está em estado grave, o que vocês fizerem? Nada. Não prenderam o acusado, não fizeram nenhum boletim de ocorrência!", desabafou. 

 

Belém
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