Sacramenta, Pedreira, Telégrafo e parte do Barreiro ainda enfrentam problemas de abastecimento

Reclamações de água amarelada e com forte odor levou a Cosanpa a iniciar limpeza na rede

Enize Vidigal

Neste domingo, 10, o serviço de abastecimento de água está reduzido nos bairros da Pedreira, Sacramenta, Telégrafo e parte do Barreiro, informou a Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa). Moradores reclamam que a água mal chega às torneiras, porque o fluxo está fraco, e o líquido está amarelado e com odor.

Os problemas iniciaram após o término do serviço de manutenção da tubulação da Cosanpa na Travessa Pirajá, que interrompeu o fornecimento entre a quarta e a sexta-feira, 6 e 8. A Cosanpa informou que, devido a reclamações dos usuários, foi iniciada uma limpeza na rede neste domingo (10), o que deve ser finalizado no meio da tarde.

LAMA NAS TORNEIRAS

Na Passagem 3 de Outubro, a idosa Maria de Fátima Monteiro, de 60 anos, tem que carregar baldes com água para a residência dela, que fica nos altos de uma outra habitação porque o fluxo da água não tem força para chegar à tubulação do pavimento. O líquido que mal chega às torneiras do primeiro pavimento, mas somente num cano de água rente ao chão, também está amarelado e com forte odor, apontam os moradores.

 

"Todos os dias, independente dessa obra, falta água aqui à noite e só chega às 6 horas da manhã. Mas agora piorou porque a água não sobe a tubulação de casa. Não posso lavar louça, lavar roupa e nem dar banho na minha neta, que tem um ano", afirma. "Com a obra (da Cosanpa) a água ficou amarelada e com cheiro ruim."

A água não está sendo usada para beber e nem para cozinhar. O genro dela, Eliel Coelho, de 44 anos, supervisor de vendas, é vizinho da idosa e reside no pavimento térreo. Ele diz que a água mal tem força para chegar às torneiras do banheiro e da cozinha. "A solução é pegar água nessa torneira baixa que fica perto do chão. Mas o papel da Cosanpa sempre chega pra gente pagar", reclama.

Ana Cláudia Marçal: água mineral para poder cozinhar (Ary Souza)

NA PISCINA

Já a moradora Ana Cláudia Maçal, de 41 anos, está usando a água da piscina da casa dela para lavar a área externa e banheiro da residência, assim como para substituir a descarga do vaso sanitário. "Ficamos esses dias todos sem água. Agora veio fraca e amarelada. A gente comprou água mineral para cozinhar", diz.

A mãe dela, a aposentada Honória Maçal, de 62 anos, aproveitou o fio de água que chegava à torneira, na manhã deste domingo, para lavar frangos para o almoço. "As pessoas estão com pouca água. Um vizinho que tem poço artesiano e também o pessoal do Locomotiva (boate) é que ajudam dando água para as pessoas."

 

Belém