Rodoviários de Ananindeua e Marituba falam em paralisação do transporte por conta do novo coronavírus

Limpeza nos ônibus está sendo cumprida, garante o sindicato. Mas os rodoviários temem escalada da pandemia no Pará e seguem sem equipamentos de segurança e higiene

Victor Furtado

A prometida limpeza nos ônibus, ao final de cada viagem, está sendo cumprida. O Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Ananindeua e Marituba (Sintram) garante isso. Nas ruas, a reportagem também comprovou, com rodoviários, que nos finais de linha de Belém a higienização está sendo feita. Com exceção das equipes de limpeza, motoristas, cobradores e demais membros da categoria não receberam álcool gel e nem máscaras. Uma preocupação, já que muitos passageiros reclamam, nas redes sociais digitais, que há poucos ônibus circulando e esperas muito demoradas nas paradas.

Por conta do período das eleições sindicais e medo permanente de retaliações dos empresários, nenhum rodoviário fala, formalmente, sobre as medidas. Sem se identificar, muitos garantem estar vendo os ônibus serem limpos. As equipes de higienização são facilmente vistas, pois usam coletas coloridos e identificando a função. Eles estão de luvas e máscaras. Ao final das viagens, limpam as barras, cordas de sinal, volantes e bancos dos ônibus com álcool.

"Só o pessoal da limpeza está com esses equipamentos. Álcool gel só tem em alguns finais de linha, porque está em falta no mercado. As máscaras não chegaram para motoristas e cobradores. Quem está usando, adquiriu do seu próprio jeito e com dificuldade, porque também é um produto que está em falta. Todos estão muito preocupados e falam que, se as coisas piorarem e os equipamentos não chegarem, podem paralisar o sistema de transporte", comentou Huelem Ferreira, presidente do Sintram, que disse estar fiscalizando.

Como segurança, diz Huelem, os rodoviários apenas estão tentando não manter contato com passageiros e tendo cuidado com o manuseio do dinheiro. É um momento importante para as pessoas adquirirem os cartões de passagem eletrônica. Os vidros vão abertos, na medida em que a chuva permite. A Redação Integrada de O Liberal tentou contato com o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Belém (Sintrebel), mas nem o presidente e nem o vice-presidente atenderam ao telefone.

Do lado dos passageiros, muitos ainda se sentem inseguros. Mas ao menos, nos finais de linha, a população consegue ver as equipes de limpeza. "Pelo menos nos ônibus que fazem linha para a UFPA, eu vejo o pessoal limpando. Eu pego nos finais de linha mesmo. Quando pego outro ônibus, no meio do caminho, eu fico assustada, porque nunca sei quem pegou, quem sentou e se realmente foi limpo. Acho que todo mundo está meio assustado com essa pandemia do coronavírus", comentou a estudante e comerciante Luara Santos, de 24 anos, que reclamou que há menos ônibus que o normal rodando.

Belém
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