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Moradores denunciam que empresa está demarcando terreno em Benevides

E estão mobilizados para evitar instalação de um aterro sanitário no local

Dilson Pimentel

Moradores da comunidade Nelson Mandela, em Benevides, na Região Metropolitana de Belém, continuam denunciando a intenção de uma empresa de instalar um aterro sanitário na área onde residem 1.500 famílias de agricultores. Segundo eles, uma empresa de Santa Catarina já está demarcando o terreno. Eles voltaram a fazer a denúncia nesta segunda-feira (26). Eles estiveram novamente no local, mas já foram para suas casas. No entanto, permanecem mobilizados para evitar a instalação desse aterro.

No dia 18 de fevereiro, os moradores interditaram vias de acesso ao local, em protesto contra a intenção de uma empresa de instalar um aterro sanitário na área onde residem 1.500 famílias de agricultores. O protesto começou na manhã daquela quinta-feira (18) e seguiu até a noite. Naquela ocasião, e em nota, o Governo do Estado informou: "A Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) não recebeu, até o presente momento, nenhum pedido de licenciamento de aterro sanitário em Benevides".

O advogado Ilson Pedroso atua na defesa dos interesses dos moradores da Comunidade Nelson Mandela. Também naquela ocasião, ele informou que tramitam dois processos com relação à área, um envolvendo da empresa antiga proprietária e um outro, de uma empresa de Santa Catarina, que adquiriu o terreno no processo de execução contra a primeira organização. Por determinação da Justiça, está suspenso ato de imissão na posse até julgamento de recursos no processo.

Ocorre que os moradores descobriram que a empresa apontada como dona da área propõe a retirada das famílias do local para execução de um projeto de aterro sanitário. Dessa forma, além da manifestação, os moradores buscam tratar do assunto com dirigentes e técnicos da Prefeitura de Benevides, do Governo do Estado e do Tribunal de Justiça do Pará. Segundo uma manifestante ouvida naquela ocasião pela reportagem, a Comunidade Nelson Mandela reúne 1.500 famílias morando no local desde 2007. "Quem mora aqui são agricultores que abastecem a região, e eles querem que a gente saia daqui para instalar um aterro sanitário. Hoje mesmo, chegaram quatro carros com pessoas, com um drone, para demarcar o terreno", contou. A Redação Integrada entrou em contato novamente com a Prefeitura de Benevides e a Semas, e aguarda retorno.

Prefeitura de Benevides diz que não autorizou lixão


Procurada pela redação integrada de O Liberal, a Prefeitura Municipal de Benevides disse à reportagem que "não há autorização, por parte da prefeitura, para instalação de aterro sanitário no município".

Segundo ressalta ainda a prefeitura, "foi aprovada a Lei Municipal 1.280 no dia oito de março de 2021, que veda a instalação de aterro metropolitano em Benevides". A administração municipal de Benevides disse que técnicos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMAT) estiveram na área da referida empresa na manhã desta segunda-feira (26), para averiguar a situação . "A empresa será notificada para prestar esclarecimentos". 

Belém
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