Modelo de 'varejo híbrido' se expande no Norte e transforma pequenos comércios em hubs de serviços
Em meio ao avanço do empreendedorismo na região, projeto credencia mercadinhos e farmácias para oferecer soluções de telecom e impulsionar o faturamento do comércio local
O Banco Central apresentou dados em junho que apontavam a estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 — que reúne todas as riquezas geradas no Brasil — passando de 1,6% para 2%. O dado foi divulgado no Relatório de Política Monetária do segundo trimestre da instituição. Somente em abril, as micro e pequenas empresas brasileiras geraram mais de oito em cada dez vagas de emprego formal criadas (84%). De acordo com o levantamento do Sebrae a partir de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), esse é o melhor desempenho do setor em 2026.
No Norte, onde o cenário desponta como um dos principais motores do empreendedorismo nacional — com a abertura de 24,5 mil microempresas na região nos primeiros quatro meses do ano, segundo o Sebrae —, a TIM anuncia a expansão de um modelo de negócio. A operadora está credenciando pequenos comércios em cidades do interior e regiões periféricas para transformá-los em pontos de atendimento e venda de serviços na Região Norte.
A iniciativa, baseada no conceito de "varejo híbrido", permite que mercadinhos, farmácias, lojas de informática e armarinhos mantenham as operações originais, mas agreguem valor ao espaço físico existente. Nesses locais, os clientes passam a ter acesso a soluções como resgate e ativação de chips, emissão de segunda via de faturas e contratação de planos da operadora, eliminando a necessidade de deslocamento até grandes centros urbanos. Para o pequeno comerciante, o modelo atua diretamente em dois desafios apontados pelo Sebrae: a busca por novas linhas de receita e o aumento do tráfego de clientes.
“O modelo HUB foi desenvolvido para se integrar perfeitamente à rotina do varejo, permitindo que os serviços sejam prestados pela própria equipe do estabelecimento, sem a necessidade de novas contratações. Ele foi desenhado para somar ao negócio já existente. Para potencializar os resultados, recomenda-se organizar um espaço dedicado ao atendimento, capacitar a equipe e estruturar a gestão do fluxo de clientes. A operação amplia a circulação de consumidores e impulsiona o desempenho geral do ponto de venda, respeitando o perfil de cada estabelecimento”, explica Graciela Berlezi, diretora regional responsável pelas operações da marca nas regiões Norte e Centro-Oeste.
Os comerciantes credenciados passam por um processo gratuito de habilitação técnica da operadora e são remunerados por cada serviço prestado ou produto comercializado.
Para impulsionar as vendas, a TIM assume o investimento na comunicação visual dos locais, instalando placas e banners ou adequando as fachadas com a marca da operadora. O impacto desse modelo híbrido reflete a explosão do setor de serviços no país, que registrou um crescimento de 86% na abertura de novos pequenos negócios, de acordo com o Sebrae. Ao diversificar a oferta de conveniências, o varejo tradicional ganha fôlego para competir em um mercado em transformação.
O comerciante paraense Abraão Costa tem sentido de perto o poder dessa inovação e o fortalecimento do vínculo com os clientes, ampliando os serviços para mantê-los satisfeitos e atrair novos consumidores. Com o hub de serviços da operadora há dois anos, ele destaca que virou a chave do seu negócio e viu o faturamento alavancar.
“Apesar de estar no ramo há 21 anos, ainda não tinha passado por uma experiência como esta de ser um parceiro. Esse projeto nos ajudou a alcançar um número bem expressivo de clientes, sendo uma ótima experiência. Nossa receita teve uma alavancada de 15%, um cenário importantíssimo para nós, empreendedores”, conta o empresário.
Com essa estratégia de varejo híbrido e uma equipe bem treinada, o comerciante conseguiu expandir sua estrutura física, aumentar a carteira de clientes locais e consolidar a sustentabilidade financeira do seu negócio.
“Projetado para simplificar a entrada do pequeno empreendedor, o modelo HUB conta com investimento direto da TIM em frentes estratégicas, incluindo comunicação e capacitação inicial gratuita, além de conceder limite de crédito mediante análise financeira. O modelo é isento de taxa de adesão, exigindo do parceiro apenas estrutura adequada e documentação regularizada para o início das operações. Além da capacitação inicial, o parceiro conta com atualizações periódicas sobre produtos, serviços e processos. Esse acompanhamento contínuo garante a excelência no atendimento e mantém a equipe sempre informada sobre as novidades do portfólio e as tendências do mercado”, conclui Graciela Berlezi.
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