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CELEBRAÇÃO

Parque Zoobotânico do Museu Goeldi completa 131 anos e conecta gerações com a natureza na Amazônia

Em comemoração a mais de um século de história, o espaço ambiental mais antigo do Brasil realiza trilhas guiadas e abre suas portas para contar a evolução de sua biodiversidade e patrimônio em Belém

Bruna Dias Merabet

15 de agosto de 2026 às 12:26

Neste sábado (15), o Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi completa 131 anos. A comemoração iniciada na data se estende ao longo dos dias. O espaço, que reúne lazer, ciência e contato com a natureza, deu início às comemorações com três trilhas guiadas abertas ao público.

Abordando sustentabilidade, história e biodiversidade amazônica, as trilhas eram guiadas por especialistas que abordavam os diversos aspectos e a história do parque.

“Como o Parque hoje está completando 131 anos, a gente teve a oportunidade de oferecer essa trilha para poder contar a história do espaço, a gente consegue falar um pouquinho durante a trilha sobre essa mudança na sociedade que a gente teve na cidade de Belém e como o parque conseguiu se transformar, sobre a questão do tamanho, que aumentou, e as estruturas de acordo com a mudança do tempo. A gente vai contar a história do parque desde o início até os dias atuais”, disse Ronaldo Farias, estudante de história, mediador educativo e guia da trilha.

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Durante esses anos, o parque expandiu sua extensão territorial e as pesquisas realizadas no local. Além disso, o espaço não é estático: vive em constante atualização quando falamos de raízes, animais, entre outros elementos.

“A gente não tinha muitas pesquisas sobre a Amazônia, e com o museu conseguimos expandir ao longo desses 131 anos. Temos também estruturas do século XIX, do XX e agora do XXI. Com isso podemos ver todas essas mudanças aqui. Além disso, ele é o parque zoobotânico mais antigo do Brasil, tem toda essa história que a gente consegue contar aqui dentro”, explica Ronaldo Farias.

Ronaldo Farias, estudante de história, mediador educativo e guia da trilha.
Ronaldo Farias, estudante de história, mediador educativo e guia da trilha. (Igor Mota)

Fundado em 1895, o Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi abriga hoje mais de 1.700 animais em uma área verde de 3.034 árvores, mantendo-se como um marco atemporal na memória de gerações de visitantes.

“As pessoas ainda acreditam que o parque surgiu assim, mas ele foi sendo agregado a vários terrenos. É muito bom a gente poder contar essa história e a maior parte de tudo aqui é plantado, não é uma floresta remanescente, é urbana. As pessoas que vieram antes, os pesquisadores e os funcionários que vieram antes de nós, iam plantando, fazendo os seus experimentos e trazendo outras árvores para serem aclimatadas aqui, para verem o desenvolvimento. Isso é muito interessante”, destaca Pedro Oliva, chefe de serviço do parque zoobotânico.

Pedro Oliva, chefe de serviço do Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi
Pedro Oliva, chefe de serviço do Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi (Igor Mota)

Há quase quatro décadas no parque, o profissional acompanha de perto a evolução do local e faz questão de destacar a riqueza desse espaço: da imponência de espécies como a samaumeira e o mogno às plantas comestíveis, sem esquecer o aroma peculiar que marca a identidade do parque.

“Sempre haverá novidades aqui, por isso a gente fica estimulando para as pessoas olharem, porque elas vão encontrar no parque as raízes, porque não tem como cobrir ou tirar todas as raízes. Você vai tropeçar, então aproveita e olha para cima para saber de quem é aquela raiz, se aquela árvore está com flor, qual o tamanho da folha, a textura, se ela é comestível ou não”, acrescenta Pedro Oliva.

Daphinne Silva, Heloísa Hadassa e Emerson Maciel
Daphinne Silva, Heloísa Hadassa e Emerson Maciel (Igor Mota)

O Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi é um espaço aberto ao público e, para os 131 anos, uma vasta programação vai ocorrer se unindo a outras datas especiais. Aproveitando a celebração, os pais Daphinne Silva e Emerson Maciel vieram apresentar para a filha Heloísa Hadassa as belezas do local e explicar desde cedo a importância do contato com a natureza e da preservação.

“A gente resolveu trazer nossa filha pela primeira vez para ter esse contato com a natureza. Aqui lembramos quando vínhamos quando crianças. A gente veio trazer ela para estar na natureza, ver os bichos e para que ela se adapte. Está bem diferente de quando éramos crianças, a gente sabe que a natureza vai mudando todos os dias, por isso a importância de ter cuidado e zelo, porque sabemos que com o passar do tempo mais quente vai ficando, por isso a importância da preservação”, opina Emerson Maciel.