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Entenda a diferença entre farinha de macaxeira e farinha de mandioca; vídeo

Para os consumidores, a farinha de macaxeira tem sabor mais agradável e não provoca sensação de "estufamento"

Laís Santana

Feita da raiz de espécie Manihot esculenta Crantz, mesma matéria-prima da farinha de mandioca, a farinha de macaxeira é uma opção encontrada nas feiras de Belém. Para os consumidores, o produto tem sabor mais agradável. Já os vendedores de farinha atribuem a grande procura, principalmente por clientes com diabete e gastrite, devido a famosa sensação de "estufamento" ser menor. Pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) explica quais são as propriedades do alimento. 

"Em termos de composição, a farinha de macaxeira assim como a farinha de mandioca, é basicamente uma fonte de carboidratos, fibras e minerais. O que diferencia é o teor de cianeto presente na raiz", esclarece Laura Abreu, pesquisadora do Laboratório de Agroindústria da Embrapa Amazônia Oriental. 

De acordo com Abreu, Não existe diferença significativa entre as duas farinhas. Se houver será devido ao tipo de raiz utilizada, que pode influenciar no gosto e na cor (branca, creme e amarela). Ou o tipo de farinha, farinha seca (não lavada) ou farinha d'água (pré-fermentada ou pubada e lavada). 

"Macaxeira (ou aipim em algumas regiões) é uma das denominações dadas a um tipo de mandioca que tem um teor menor de compostos cianogênicos, que são os responsáveis pela toxicidez da raiz (ou cianeto, que é o grupo químico presente em todos os compostos). Mandiocas com 50ppm (partes por milhão ou mg/Kg)  de cianeto total, ou menos, são chamadas de mandiocas-mansas ou macaxeira (aipim). As demais, são mandiocas bravas ou moderadamente e severamente venenosas, quando acima de 50ppm ou 100ppm, respectivamente", detalha a pesquisadora. Segundo estudos, o sabor mais amargo é atribuído às raízes com muito cianeto. 

Os clientes comentam que o sabor é melhor, que é uma farinha mais gostosa", afirma o feirante Raimundo Gengival. (Cristino Martins / O Liberal)

Mesmo sendo menos comum na região, já que as raízes in natura são mais utilizadas para outros fins, a farinha de macaxeira pode ser encontrada nas bancas de farinhas dos bairros da capital. Na feira da 25, o feirante Raimundo Gengival, trabalha com a venda de farinha há 32 anos. Ele revela que a apesar do litro da farinha de macaxeira ser mais caro, média de R$ 10, e também sair mais caro para os vendedores, a procura pelo produto é grande, principalmente pelos clientes que tem diabete, gastrite e outras doenças, pelo fato de ser uma farinha menos acida e causar menor azia. 

"Tem gente que nãs pode comer da outra (farinha de mandioca) e compra dessa, tem que ter a farinha na mesa, senão como que vai tomar o açaí, como que vai comer o arroz? Os clientes comentam que o sabor é melhor, que é uma farinha mais gostosa", afirma o feirante. 

Há cerca de 15 anos, o vendedor Diego Bonfim, de 34 anos, consome diariamente a farinha de macaxeira. Ele que passou a maior parte da infância até a maior idade morando no município de Bonito, região Nordeste do Pará, conheceu de perto o processo de fabricação das farinhas de mandioca e de macaxeira. "Eu prefiro a de macaxeira porque ela é uma farinha mais saudável, a de mandioca dá azia na gente, enquanto a de macaxeira não dá azia", avalia.

Além de garantir a sensação de boa digestão depois das refeições, o vendedor opta pela farinha de macaxeira por ser mais gostosa. "A farinha de mandioca tem muita fibra, é uma farinha mais amarga, se não lavar direito fica azeda, já a de macaxeira não tem tanta fibra, é uma farinha mais doce", acrescenta Bonfim. 

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Belém
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