Hospital Metropolitano aponta crescimento de 11% em acidentes envolvendo jovens

Número de atendimentos de jovens entre 15 e 29 anos aumentou em 2020

Redação Integrada

O Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua, realizou levantamento que aponta um crescimento de 11%, em 2020, no número de atendimentos de jovens entre 15 a 29 anos. O Metropolitano é especializado em casos de trauma de média e alta complexidades com atendimento 100% gratuito por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo os dados do hospital, em 2019 foram admitidos 1.622 jovens vítimas de acidentes de trânsito. Já em 2020, mesmo durante o período da pandemia, o Metropolitano registrou 1.802 atendimentos de pacientes na mesma faixa etária.

Uma dessas vítimas foi o Giovanni Souza, de 24 anos, que recorda dos momentos que passou ao lado do amigo. “No dia do acidente, estava com meu amigo na moto, mas ele morreu na hora. As pessoas precisam obedecer às leis de trânsito e andar sem pressa”, lembrou, emocionado.

Sob risco

José Guataçara, médico e coordenador do Pronto Atendimento do Hospital Metropolitano, afirma que esta é uma realidade que acontece pela aceitação de risco no trânsito e na vida. “Os jovens costumam se colocar mais em situações de risco. Saem para festas, baladas, e acabam se envolvendo em situações onde dirigem sob efeito de álcool. Por isso, os acidentes acabam ocorrendo nessa faixa etária com maior consequência”, explica.

O médico acrescenta que a velocidade é outro fator que influencia nesses dados. “Os jovens aproveitam a sensação de liberdade proporcionada pela velocidade e a falsa sensação de confiança de que nunca vai acontecer nada. Mas os dados estão aí para mostrar ao contrário”, pontua.

Fatores

Como informa o HMUE, outros fatores para acidentes envolvendo jovens são: Uso do celular para enviar mensagens por aplicativo; Uso de celular para atender ligações; Velocidade; Condução sob influência de álcool e outras substâncias; Deixar de usar o cinto de segurança;  Falta do uso de capacetes para motociclistas; Direção distraída;  Veículos inseguros.

Prevenção

Como prevenção a acidentes e trânsito, o Hospital Metropolitano desenvolve, entre outras ações ao longo do ano,  o projeto “Quero Andar de Moto Até Morrer e Não Morrer Andando de Moto”. Essa ação tem foco na conscientização dos efeitos da imprudência no trânsito, além da redução de custos, com otimização da assistência.

O “Direção Viva” objetiva sensibilizar os condutores que trafegavam na rodovia BR-316.

“As campanhas, tanto de palestras educativas nas escolas quanto panfletagem, na rodovia BR-316, são apenas algumas das muitas iniciativas que buscam conscientizar as pessoas quanto a segurança no trânsito”, destaca a diretora Hospitalar do Metropolitano, Alba Muniz.

Números da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) confirmam que os condutores jovens têm até dez vezes mais probabilidade de se envolver em acidentes que os adultos. De acordo com a organização, aproximadamente 400 mil jovens morrem a cada ano no trânsito em todo mundo.

 

 

 

 

 

 

 

 

Belém
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