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Fumaça provocada por queima de lixo que afeta comunidade no Aurá chega ao Centro de Belém

O incêndio teve início no último sábado (6). No centro da capital paraense, o nevoeiro cinzento pôde ser visto na manhã desta quinta-feira (11)

Fabyo Cruz

Habitantes da comunidade Santana do Aurá, em Belém, padecem com a fumaça provocada pela queima de resíduos no antigo lixão do Aurá. Segundo moradores do local, as pessoas com problemas respiratórios são as mais afetadas pela poluição, entre elas, crianças e idosos. O incêndio teve início no último sábado (6). No centro da capital paraense, o nevoeiro cinzento pôde ser visto na manhã desta quinta-feira (11).

Por conta do transtorno, crianças entre 5 a 14 anos que estudam do jardim ao quinto ano, na Escola Municipal Santana do Aurá, localizada em frente ao lixão, precisaram ser dispensadas das aulas na quarta-feira (10). De acordo com a secretária e professores do colégio, a fumaça é intensificada nos períodos da tarde e noite, passando a falsa impressão de que a queima não ocorre ao longo da manhã.

De acordo com a secretaria e educadores do colégio, entre eles a professora Gloria Queiroz, a fumaça é intensificada nos períodos da tarde e noite, passando a falsa impressão de que a queima não ocorre ao longo da manhã (Ivan Duarte/O Liberal)

 

 

Outros funcionários da escola afirmaram que ficaram com os olhos ardendo por causa da fumaça. Uma servidora que possui dificuldades para respirar, devido à sequela gerada pela covid-19, foi quem mais sentiu os danos ocasionados pelo fogo. “Afeta a escola, mas também vem para dentro da comunidade, não só a nossa as comunidades Nova Vida e Olga Benário, assim como as demais também são atingidas. A fumaça entra nas casas e ninguém consegue respirar”, contou uma servidora.

“Nós, profissionais da educação, e a comunidade estamos respirando, além da fumaça, os gases tóxicos que estão misturados com a fumaça. Visivelmente, o lixão está se aproximando cada vez mais em direção à escola, pois um dia ele já foi mais distante. Percebemos que a comunidade acabou normalizando a falta de políticas públicas, já que não é só o tradicional incêndio do lixão, não temos saneamento, transporte público, coleta de lixo e outros serviços essenciais”, disse a professora Gloria Queiroz.

Localizada na fronteira entre os municípios de Belém e Ananindeua, a Comunidade Santana do Aurá é formada por 120 famílias que habitam em um ambiente com característica rural (Ivan Duarte/O Liberal)

Paulo Cruz, 58 anos, reside há dez anos na comunidade, ele afirma que a comunidade ligou para o Corpo de Bombeiros, que compareceu para averiguar e tentar reverter a situação, entretanto, sem êxito. Eles não conseguiram apagar o fogo. E quanto mais joga água mas a fumaça se espalha né. Apagaram por cima mas ficou queimando por baixo, durante o dia não é possível perceber, porém quando chega a noite fica nítido. Daí quando bate o vento joga tudo para a comunidade”, relatou o morador.

Segundo moradores do local, as pessoas com problemas respiratórios são as mais afetadas pelo problema, entre elas, crianças e idosos (Ivan Duarte/O Liberal)

Localizada no limite entre os municípios de Belém e Ananindeua, a Comunidade Santana do Aurá é formada por 120 famílias que habitam em um ambiente com característica rural. Parte da população vive da produção e comercialização de carvão. Além da precariedade com a falta de tratamento com lixo, dificuldades com transporte e ausência de saneamento básico, a população convive com insegurança, pois há a presença de facções criminosas.   

A Redação Integrada de O Liberal solicitou um posicionamento sobre o caso e aguarda retorno do Corpo de Bombeiros, Prefeitura de Belém e Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas).    

Belém
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