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Estudantes em tratamento contra o câncer visitam fábrica de chocolate no Combu

A visita fez parte do projeto “Amazônia: Povos da floresta e dos rios”, idealizado por professores da classe hospitalar, ligados à Secretaria de Estado de Educação (Seduc)

O Liberal

Uma comitiva com estudantes da classe hospitalar de um hospital oncológico de Belém, também com pais e professores, participou na manhã desta quinta-feira (15) de uma atividade pedagógica na Fábrica de Chocolate da Ilha do Combu, na capital paraense. Foram mais de 25 visitantes. Uma iniciativa do projeto “Amazônia: Povos da floresta e dos rios”, idealizado por professores da classe hospitalar, ligados à Secretaria de Estado de Educação (Seduc), por meio da Coordenadoria de Educação Especial.

O embarque foi feito em uma lancha no Terminal Hidroviário Ruy Barata, na Praça Princesa Isabel, no bairro da Condor. Após 20 minutos de travessia, o grupo foi recebido na fábrica com um brigadeiro fabricado ali mesmo, juntamente com um achocolatado natural. Após a acolhida, os alunos conheceram um pouco da floresta preservada.

Com 10 anos, Rebeca Vitória trata uma Leucemia, e é aluna do primeiro ano da classe hospitalar. A rotina de tratamento não ofusca o brilho no olhar da pequena influencer digital, de Belém. Ela tinha o celular na mão para garantir aos seguidores virtuais dela o que aprenderia sobre a Amazônia.

“Eu estou gravando tudo. Vou utilizar nas aulas, já que a professora pediu, mas também vou divulgar tudo”, contou Rebeca Vitória sorrindo. Ela gostou do viu. “Eu fiquei impressionada com a criação de abelhas. Eu amei o brigadeiro e o bolo que serviram. Uma delícia. Eu também amei o chocolate quente. Está sendo tudo diferente para mim. Eu não conhecia nada disso. É tudo muito bom”, disse Rebeca Vitória.

Para a mãe de Rebeca, Revelly Maitê Sousa, a quebra de rotina é uma experiência muito gratificante. “Além de existir uma classe hospitalar, que é super maravilhosa, eu acho muito importante esse projeto. Devido ao tratamento, ela não pode estudar em outras escolas. Está sendo muito diferente. É uma oportunidade para eles saírem da rotina. Aqui é um ambiente mais natural, então está sendo perfeito, é super proveitoso. Há quatro anos nós discutimos essa doença. Hoje em dia estamos em uma fase bem melhor. Ela faz quimioterapia uma vez por semana e é sempre assim, super alto astral”, disse.

Anna Elvira dos Santos, uma das professoras do projeto, avaliou que a aula de campo serve para que os alunos possam ver todo o processo da plantação e produção do cacau, que foi um dos ingredientes escolhidos e algumas receitas.

"Outro subtema que estamos trabalhando é o ecossistema 'o Bioma da Amazônia', e o local também é uma área que tem uma riqueza grande em que eles vão poder fazer suas observações in loco, poder fotografar, poder fazer suas pesquisas. Levar todo esse material para sala de aula e poder analisar como é que eles estão na receptividade desse conteúdo”, comentou Anna.

Chocolate no Combu

Desde o ano de 2006, Izete Costa, dona Nena, comanda uma produção de chocolate e cacau amazônico 100% orgânico. Apesar do carro-chefe ser o chocolate, a área não produz apenas cacau. Também há açaí e cupuaçu.

“É uma satisfação receber essas crianças e saber que o nosso projeto está proporcionando esse conhecimento. Possibilitando eles viverem essas realidades, que parecem distantes do dia a dia deles. Hoje o nosso objetivo principal é mostrar para o público, de uma forma em geral, a importância de se ter essa floresta de pé e mostrar que a gente pode gerar emprego. Além de criar o hábito de consumir um chocolate de qualidade, mostrar nossas raízes”, pontuou a empreendedora dona Nena.

Belém
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